quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

RESISTÊNCIA AO USO DE NOVAS TECNOLOGIAS NA ESCOLA


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A presença das tecnologiasdigitais nas escolas é uma realidade. Alunos, professores e gestores carregam seus celulares, tablets ou notebooks e também há os computadores para uso na própria escola. Mas a inserção dessas tecnologias no dia a dia das práticas educacionais é outra história, pois requer o envolvimento dos públicos em atividades que exigem habilidades e metodologias que estão além das exigidas para o ensino tradicional.

O *Instituto Claro procurou saber, por meio de enquete no portal e no Facebook, “quem mais resiste à presença da tecnologia digital na escola”, o que também significa saber qual público mais se esquiva de usar essas ferramentas que já estão no ambiente escolar com fins pedagógicos. A maioria dos participantes (55%) concorda que quem torce o nariz para as tecnologias, primeiramente, são os professores, por acreditarem que incluí-las na rotina das salas de aula representará trabalho extra. Ao escolher esta opção, Vera Menezes chegou a comentar no Facebook: “A notícia que tenho, dada por um secretário de educação no Sul, é que gestores e professores ainda resistem muito à inovação. Os computadores chegaram nas escolas, mas ainda estão dentro das caixas”.

Confira abaixo o resultado da enquete:

 


“De fato, no início, pode haver mais trabalho, pois é preciso dominar a tecnologia, saber usá-la, mas com o tempo, quando a nova metodologia estiver estabelecida e houver familiaridade com os recursos digitais, isso muda, pois o professor não precisa preparar materiais imensos para cada aula, o aluno também traz pesquisas, conteúdos, e as dinâmicas costumam ser mais colaborativas”, afirma Lilian Siqueira, professora de tecnologia educacional especializada em design instrucional e em produção multimídia.

Por três anos, Lilian esteve à frente da formação de alunos em escolas públicas do município de Jacareí (SP), em um programa promovido pela prefeitura da cidade. A partir da sua experiência, decidiu montar um curso fora da instituição pública para formar educadores que ainda estavam nos cursos de pedagogia. “Percebi que muitos tinham resistência por não saberem lidar com as TICs. Como nas faculdades existe essa deficiência, passei a atuar com quem ainda não havia entrado na sala para dar aula.” A resposta, no Facebook, do perfil Redigir Fale UFMG, da Faculdade de Letras da instituiçã, ilustra o relato da professora: “Muitos professores resistem e muitos gestores não oferecem condições para que isso se efetive. Mas essa é uma questão complexa, porque ninguém sabe bem o que fazer com as tecnologias em sala de aula”.

A experiência nas escolas também leva Lilian a a concordar com o dado da enquete que mostra que os alunos são os menos resistentes ao uso das tecnologias digitais. Apenas 5% dos votos foram direcionados para os estudantes. Mas qual é o perfil dos alunos que, mesmo minoria, ainda resistem às tecnologias?

Para Lilian, trata-se de um grupo que não se sente confortável em usar tecnologias digitais. “Eu tive alunos em salas do EJA [Ensino de Jovens e Adultos], com mais de 40 anos, que não faziam questão alguma de trabalhar com o computador. Os desafios deles já eram outros, então preferiam ficar no lápis e no papel.”

O ‘gap’ digital no planejamento

Os gestores, público apontado na enquete como o segundo mais resistente, são os responsáveis pela coordenação e execução do planejamento nas escolas. Para 40% dos participantes da votação, eles ainda não contemplam as tecnologias da informação e da comunicação no momento em que pensam o ano escolar. O que reflete, inclusive, a necessidade de vencer as resistências e, como destacou Lilian, a necessidade de aprimorar-se para colocar as tecnologias digitais no planejamento anual.

De acordo com os votantes, nem mesmo a família é unânime em relação à aplicação das tecnologias digitais nas atividades pedagógicas. Uma fatia um tanto relevante, de 15% dos votos, aponta para este público como resistente porque ainda vê a tecnologia apenas como entretenimento e desconhece seu potencial na aprendizagem.





Fonte: www.institutoclaro.org.br 
* O Instituto Claro é a área responsável pela gestão do investimento social da Claro. O Instituto acredita que as tecnologias digitais móveis potencializam a aprendizagem e promovem o desenvolvimento comunitário.

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