sábado, 10 de agosto de 2013

MOBILIDADE URBANA




Em tempos de crescimento célere da frota de veículos circulando pelas metrópoles do mundo afora nos últimos anos, mobilidade urbana talvez seja o tema mais pertinente deste século XXI. O fato é que todas as cidades do mundo -  sejam elas provenientes de países de primeiro mundo ou não – estão passando por dificuldades no deslocamento interurbano.

Entendo que o aumento do número de carro por habitante, em todas as cidades do mundo, é uma tendência, porém, a grande diferença está no saber lidar com essa situação. Governos de países do primeiro mundo sempre investiram em sistema de transporte alternativo, o que contribuiu para o desafogamento das vias públicas, evitando o colapso das cidades.

Tomando como ponto de partida o Brasil, país que pouco investiu em transporte sobre trilhos, está sendo obrigado a conviver com excesso de carros nas vias. O trabalhador brasileiro, culturalmente, tem como plano primordial, a aquisição do próprio meio de transporte. Se tratando, ainda, de um cenário onde está havendo a valorização do trabalho, como  crescimento da renda e diminuição do desemprego, é natural que o trabalhador brasileiro adquira o seu carro próprio. Isso explica o grande número de veículos que vem sendo despejado a todos os anos nas ruas das capitais do país.

As nações desenvolvidas, talvez por já terem passado por esse cenário favorável da economia, e, principalmente, por terem a cultura de investir e utilizar outros meios de locomoção, conseguiram evitar o colapso total das suas cidades.  Entretanto, devo destacar, que o problema de deslocamento não diz respeito somente a países em desenvolvimento. Em Nova Iorque, por exemplo, mesmo com um sistema de metrô que atenda a toda população, o trânsito ainda beira ao caos.  Agora, imagine como seria sem esse sistema?

A questão da imobilidade urbana que estamos vivenciando nas grandes cidades brasileiras é, relativamente, um problema novo para nosso país. Sendo necessário, então, que tomemos como exemplo, estratégias adotadas por governos, principalmente do continente Europeu, que encontraram o caminho para desafogar o trânsito local.

Vejamos abaixo uma lista que elaborei, com base nas discussões mundiais sobre o trânsito, das cinco cidades que são exemplos, ao adotarem estratégias eficazes de mobilidade urbana.


1° Tóquio – Um dos maiores centros urbanos do mundo tem uma rede complexa de transporte público para atender a superpopulação de aproximadamente 14,6 milhões de pessoas. O sistema de transporte público de Tóquio compreende em ônibus, metrôs, balsas, veículo leve sobre trilhos (VLTs) e  bus rapid transit (BRTs). Ou seja, uma mistura de todos os recursos de transporte gerenciados pelo metódico governo japonês.






2° Nova Iorque - Na maior cidade dos EUA, a população pode utilizar de diversas maneiras de transporte: ônibus, trens, metrô, ciclovia e balsas. Todos os serviços são oferecidos  à população, 24 horas por dia.













3° Londres – A cidade conta com o  maior e mais antigo sistema de metrô do mundo, uma vasta rede de ônibus, trens na superfície e bondes suburbanos. O tube, como os londrinos o apelidaram, é exemplo de um sistema de metrô para o mundo.








4° Paris - Na cidade luz, é possível encontrar uma estação de metrô a cada quinhentos metros, não importando aonde você está. Além disso, a cidade oferece aluguel de bicicletas para o usuário completar seu trajeto da maneira mais rápida e confortável possível. Paris passou a ser conhecida também como a capital do carro elétrico. O título se deu pelo programa do governo “Autolib”, implantado na cidade em 2011, que oferece carros elétricos a serem alugados pela população.



5° Moscou - O sistema metropolitano da capital Russa é um dos mais pontuais do mundo, e apesar de inaugurado em 1935, é rápido, eficiente e bonito. São mais 8 milhões de passageiros diariamente levados pelo completíssimo sistema ferroviário, com seus 305 km de extensão.










 
6° Curitiba – Não poderia deixar de fora da lista, o município brasileiro pioneiro no mundo a implantar o sistema BRT, para aprimorar o transporte público na cidade. O BRT consiste em vias exclusivas para ônibus. O serviço implantado, inicialmente,  em Curitiba, já está sendo usado em praticamente todas as grandes cidades do mundo.






Fonte:http://www.diariodearaxa.com.br/Materia/Colunista/Guilherme-Scarpellini

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