terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O CELULAR E A ESCOLASSAURA






Qual dos dois você acha que representa a escola?
Durante uma daquelas cansativas aulas sobre química orgânica, o celular dispara um alerta sonoro muito conhecido entre os jovens. Chegou mensagem de texto. O professor olha aborrecido para o dono do aparelho e pede que ele o desligue imediatamente. O estudante ainda tenta ler as letras que aparecem na pequena tela, mas é novamente censurado pelo professor: não há nada que incomode mais o mestre do que celular em sala de aula.

Essa pode ser uma cena muito comum na maior parte das escolas e universidades brasileiras, onde o uso do aparelho celular é proibido durante as aulas. Mas a imagem vai mudar. A exemplo do que estudantes americanos e britânicos já fazem, os brasileiros vão manter seus telefones ligados para participar de aulas interativas, em que caderno e caneta cederão lugar a um ambiente virtual totalmente conectado ao dispositivo que os alunos terão em mãos. A mudança é certa; o prazo, porém, indefinido. 


VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM ESCOLASSAURA?

Clique aqui para conhecer uma experiência na aula de História do Fundamental 2 com o uso do celular. 




'Química celular' - M-learning, ou mobile-learning, é o termo em inglês que define as modalidades que utilizam os dispositivos móveis, como o celular, aplicados na educação. Nos Estados Unidos, por exemplo, desde o ano de 2000, alunos de diversas escolas das cidades de Austin, Chicago e Boston têm aulas de biologia, matemática, química, ciências e estatística com seus celulares em punho. São as chamadas "simulações participativas", em que os estudantes recebem um conteúdo do professor via celular e passam a interagir com ele, enviando em seguida suas intervenções aos colegas. Clique aqui para ver infográfico sobre um aula de biologia via telefone móvel, com "simulação participativa".

"O m-learning pode ser uma boa solução no campo do conhecimento, pois permite que as crianças aprendam sobre qualquer coisa, a qualquer hora e em qualquer lugar", explica Paulo Blikstein, engenheiro paulista especializado em tecnologia aplicada à educação, que trabalha na Universidade de Stanford, na Califórnia. "A proliferação cada vez maior desses sistemas é o que podemos esperar para o futuro", completa.

Aula na rua - Aprender a qualquer hora e em qualquer lugar. Essa é outra aposta dos entusiastas do m-learning, que querem levar a experiência para fora da escola. É o que já acontece na Grã-Bretanha: durante visitas a museus e galerias, mais de 30.000 estudantes recebem em seus telefones móveis informações em texto, áudio e vídeo sobre as peças expostas nos locais e, em seguida, escolhem as informações que mais lhes interessam e as trocam com os colegas. 

Clique aqui para assistir a um vídeo e ler  depoimentos de alunos do ensino médio sobre a aula com celular.



A ferramenta é chamada OOKL e foi desenvolvida por uma parceria entre a empresa de tecnologia SEA e a Universidade de Nottingham. "É como se o estudante carregasse uma enciclopédia digital em seu bolso, com câmera, gravador e caneta, tudo em um mesmo dispositivo", afirma Dan Phillips, co-diretor da empresa idealizadora do projeto. 


Clique aqui para ler entrevista com o especialista.


OLHA QUE VÍDEO LEGAL!! DEPOIS LEIA O TEXTO ABAIXO.


Interessante, não? Tudo bem que isso não acontecerá em todas as escadas do mundo, não é simples e nem barato para se fazer e, ao fim e ao cabo, se a escada rolante for retirada as pessoas também subirão pelas escadas normais a um custo bem inferior. Mas não é isso que está em questão aqui. O que está no foco desse artigo é a “escada conceito” baseada naquilo que os criadores dessa campanha publicitária chamaram de “The fun theory” (Teoria da diversão) e que baseia-se numa premissa aparentemente sólida: é possível mudar o comportamento das pessoas tornando as coisas mais divertidas.

Ninguém mostrado no vídeo teve que ouvir palestras chatas sobre porque subir escadas pode promover uma saúde melhor, ninguém foi obrigado a subir pelas escadas convencionais porque lhe proibiram subir pela outra. Todos podiam optar pela escada rolante, se quisessem, e só não quiseram subir por elas aqueles que acharam “mais divertido subir pela escada piano”.

Em um paralelo com a sala de aula é como se fosse possível construir uma “aula conceito” mais divertida, interessante e instigante, que levasse o aluno a “desejar aprender aquele assunto”, mesmo não entendendo muito bem qual é a importância daquela aprendizagem para sua vida atual ou futura. Um “aula divertida”, nesse contexto, não é apenas uma aula “para se distrair”, mas sim para aprender. Certamente essa aula também não dever ser “fácil de ser criada”, envolve custos (de tempo e esforço, talvez dinheiro) e pode não ser assim em todas as aulas de um curso. Mas que tal pelo menos algumas?

Não é fácil ter uma ideia criativa como essa, mas se você consegue tê-la pode usar a própria tecnologia a seu favor para torná-la possível. Ai, talvez, as TICs tenham um papel decisivo. Também não é fácil para o professor ensinar o aluno a somar e subtrair (se fosse fácil, para que precisaríamos de professores?), mas é possível que alguns professores tenham ideias brilhantes sobre como fazê-lo. E talvez essas ideias sejam mais “inteligentes e criativas” se incorporarem as TICs.

JÁ OUVIU FALAR DA REVISTA ASAS EAD?




Você pode ler as edições completas AQUI e também pode baixar em PDF.















Fontes: Revista Veja e blog http://professordigital.wordpress.com/
Imagens: Google imagens 
Vídeos: Youtube



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