terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

BYOD NA SALA DE AULA: COMO ENSINAR EM UM MUNDO CADA VEZ MAIS CONECTADO


A proibição do uso de celulares em sala de aula não é novidade. Apesar de saber que a grande maioria dos alunos possuem smartphones, seu uso é vetado na hora da aula.
Em todas as salas de aula por onde passei vi o seguinte aviso: 

PROIBIDO USO DE CELULARES NA SALA DE AULA!

Mas por que essa repulsa ao uso dessa tecnologia? 

Alguns dizem que dispersa a atenção do aluno, outros dizem que o estudante não tem maturidade para usar o aparelho... críticas não faltam.

Paralelo a isso, alguns professores de diversos lugares do planeta, principalmente dos países mais desenvolvidos, já aderiram ao uso dessa tecnologia para somar à aprendizagem e autonomia das crianças e jovens. Utilizando apps das diversas disciplinas, jogos, câmera , fotografando , alguns professores conseguem enriquecer as aulas e atrair a atenção dos estudantes de maneira a aumentar os bons resultados no ensino-aprendizagem.

Eu mesma tenho várias experiências nesse sentido, as quais já foram publicadas em revistas de âmbito nacional. Mas apesar disso, todo esforço ainda é pouco diante da falta de interesse dos gestores em formar professores para o uso pedagógico desses dispositivos.

Uma luz surge no fim do túnel, o BYOD. Já ouviu falar?


Bring your own device (BYOD), também chamado de bring your own technology (BYOT), é o nome que se dá a política que permite que funcionários levem seus próprios dispositivos móveis (notebooks, tablets, smartphones) para o espaço de trabalho para usá-los com os próprios aplicativos e informações da empresa. 
Na escola funciona da mesma maneira. Os gestores pedem que os alunos e professores tragam seus próprios dispositivos para que eles possam ser usados em sala de aula.
Os defensores do movimento afirmam que essa solução é fundamental para que os alunos tenham acesso a conteúdos on-line, como aplicativos, vídeo-aulas, imagens, principalmente em escolas que não tem grandes recursos financeiros para comprar um dispositivo para cada estudante e professor.

O uso desse método permite que a atuação se amplie para fora dos portões da instituição. Mesmo com orçamentos apertados, é possível superar as barreiras técnicas e sócio - econômicas que podem afetar a qualidade da educação. Mais do que uma iniciativa de tecnologia, o BYOD pode democratizar a educação e permitir ambientes de aprendizagem mais universais e acessíveis a todos, além de complementar material didático. E isso se aplica também às universidades.

Vamos listar aqui três pontos que merecem atenção quando as escolas / colégios / universidades vão utilizar BYOD em sala de aula:

Centralização da infraestrutura

As escolas devem centralizar sua infraestrutura de tecnologia para aumentar a vida útil de seus desktops, aplicações e laptops. Ao centralizar esses recursos, a TI pode proporcionar um acesso seguro para a aprendizagem em uma ampla variedade de computadores e dispositivos. Além disso, a centralização permite a equipe de TI gerencie as operações do dia a dia de forma mais eficiente e econômica.

Acessibilidade baseada no navegador

Navegadores compatíveis podem oferecer acesso universal aos dispositivos e recursos utilizados nas escolas / colégios / universidades. A vantagem de usar um recurso que fica na nuvem é evitar a instalação de softwares e atualizações. Hoje, navegadores com Google Chrome, Internet Explorer, Firefox e Safari estão amplamente disponíveis em smartphones, tablets e computadores. Acessibilidade baseada no navegador remove as barreiras técnicas de instalação e gerenciamento de aplicativos de dispositivos específicos, reduz os custos e, sobretudo, dá aos professores e estudantes de opções flexíveis para se conectar, colaborar e aprender.

Mobilidade

A popularidade da computação em nuvem e a mobilidade vai proporcionar novas oportunidades de agilizar os processos e criar ambientes de aprendizagem únicos. No entanto, a utilidade de dispositivos móveis só será realmente aproveitada quando as instituições colocarem esses recursos à disposição dos alunos. Tecnologia de acesso remoto permite as escolas levar a educação para qualquer um, em qualquer lugar, usando uma variedade de dispositivos – tudo por meio de um navegador web.


Quando os professores estimulam a criatividade dos alunos, eles oferecem maiores oportunidades de aprendizagem personalizada. Assim como esperamos que todos os alunos a façam progresso acadêmico em nossas escolas e salas de aula, a era digital requer que cada indivíduo utilize sua criatividade para desenvolver soluções inovadoras para os problemas e para gerar ideias originais que demonstram o que aprenderam.

Acesso aos Recursos 

É mais difícil para os alunos serem criativos em salas de aula, onde o acesso aos materiais necessários são totalmente controladas pelo professor. Os recursos devem estar disponíveis quando os estudantes precisam usá-los. Este acesso se aplica aos dispositivos de tecnologia e equipamento científico. Claro, este acesso deve ser negociado pelo professor e alunos como parte do processo de desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem. Ele pode ter horários específicos quando os alunos são incentivados a explorar suas próprias atividades criativas. Podemos chamar esse período de criação dos estudantes de HORAS GENIAIS. Um dos objetivos é proporcionar aos alunos uma oportunidade de explorar temas que acharem interessantes, e portanto,  se auto-dirigirem. Esta exploração ativa pode, eventualmente, se estender para todos os aspectos do currículo e do ambiente de aprendizagem.

Tempo para criar usando o celular

O tempo é um aspecto necessário do processo criativo na aprendizagem personalizada com o uso de celulares.  Começando com os estágios iniciais de um projeto, os alunos precisam de tempo para debater a fim de gerar novas ideias e desenvolver um processo de criação de suas ideias e opiniões. Em seguida, os alunos precisam de tempo para trabalhar colaborativamente com essas inovações. Os alunos podem precisar de feedback neste momento sobre os próximos passos, incluindo estratégias e soluções alternativas. Os professores podem oferecer este feedback sem determinar as etapas exatas que os alunos devem seguir fazendo perguntas orientadoras e expor os alunos a novas possibilidades. Depois que os estudantes elaboram suas produções com o uso das tecnologias, eles também precisam de tempo para refletir e fazer as alterações necessárias para o processo. Finalmente, os alunos precisam compartilhar seu trabalho com outros ao publicar ou exibir o que eles criaram em blogs, redes sociais, entre outros. Tudo isso, ajuda a personalizar o aprendizado dos estudantes e determinar as estratégias que foram mais eficazes. Com o passar do tempo, se tornará mais fácil executar junto a eles, atividades que envolvam criatividade. E para isso, o celular é um excelente aliado!




Você acredita que a sua escola / colégio /

 universidade pode utilizar o método BYOD? 

Como? 








Fonte: Desafios da Educação, Porvir, byotnetwork, Revista Profissão Mestre

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