segunda-feira, 22 de agosto de 2016

AS REBELIÕES REGENCIAIS

Durante todo o Período Regencial ( 1831-1840) o Brasil sofreu muitas agitações em decorrência da insatisfação com o governo dos regentes. De norte a sul os conflitos se propagaram. Vamos conhecer os principais conflitos da época.


1- CABANAGEM



 QUANDO
    ONDE
   CAUSAS
  LÍDERES
DESENVOLVIMENTO
CONCLUSÃO
      1835
Província do Grão-Pará
 ( Pará, Amapá, Rondônia, Roraima e Amazonas)
 - Os Cabanos queriam terras para plantar e o fim da escravidão
- os fazendeiros queriam escolher o presidente de província
- Félix Clemente Malcher
- Eduardo Angelim (cearense)

- Ricos e pobres ocuparam Belém (capital)
- colocaram no poder o fazendeiro Malcher que traiu a Cabanagem
- a luta continuou com Eduardo Angelim que reconquistou Belém
- em agosto de 1835 é proclamada a República
- O governo central não aceitou a República no Pará
- Maio de 1836 : enviada pelo governo central uma força militar
- Os cabanos resistiram até 1840
- As forças imperiais tomaram Belém
- 40% da população foi morta


2- FARROUPILHA



 QUANDO
   ONDE
   CAUSAS
 LÍDERES
DESENVOLVIMENTO
CONCLUSÃO
 1835-1845
-RS /SC
 - A base da economia era a criação de gado e charque, couro, sebo e graxa
- vendiam para o mercado interno
-os fazendeiros reclamavam de altos impostos (preço maior)
-havia concorrência desleal com o charque uruguaio e argentino (impostos mais baixos, preço menor)



- Davi Canabarro
- Giuseppe Garibaldi
- Bento Gonçalves

-20/09/1835: os farroupilhas conquistam Porto Alegre liderados por Bento Gonçalves
- O presidente da província foge
- É proclamada a República Rio-Grandense
1839: liderados por Canabarros e por Garibaldi, os farroupilhas conquistaram Laguna (SC)
Proclamaram a República Juliana
- 1842: 12 mil soldados enviados pelo imperador para combater os revoltosos
-Duque de Caxias comandava os soldados imperiais
-foram 3 anos de lutas

- 1845: acordo “paz honrosa” entre Caxias e farroupilhas
-os gaúchos poderiam escolher seu presidente
-o charque estrangeiro pagaria impostos mais altos (25%)
- os comandantes farroupilhas passaram ao exército brasileiro
- o governo liberta os escravos
- os rebeldes mantiveram o Sul integrado ao Império


3- REVOLTA DOS MALÊS



 QUANDO
   ONDE
   CAUSAS
 LÍDERES
DESENVOLVIMENTO
CONCLUSÃO
 25/01/1835
Salvador (BA)
 - Revolta dos escravos
-Chamada de Insurreição de Nagô
-O nome Revolta dos Malês porque os líderes seguiam o culto Malê (elementos africanos e muçulmanos)
-outros rebeldes eram de outras religiões
- escravismo e preconceito
- queriam conquistar o governo da Bahia



- Pacífico Licutan
-Ahuna
- Manuel Calafate

- aluta durou toda a madrugada
- os Malês enfrentaram os soldados do governo com facas, espadas e lanças x pistolas e garruchas

- os Malês perderam
- Março de 1835: africanos libertos mandados de volta para a África
- até os inocentes foram expulsos d Bahia
-objetivo do governo era fazer o “branqueamento” da sociedade (segundo João José Reis)

4- SABINADA 


Francisco Sabino


 QUANDO
   ONDE
   CAUSAS
  LÍDERES
DESENVOLVIMENTO
CONCLUSÃO
 1837
Bahia
- os baianos se recusavam em aceitar o governo local imposto pelo governo da capital (RJ)
- o receio da convocação de baianos para combater os farroupilhas no RS
- militares baianos se revoltaram pois simpatizavam com os farroupilhas

- Dr. Francisco Sabino (médico/jornalista)

- Sabino convocava a população baiana a lutar pela República
- para isso usava o seu jornal “Novo Diário da Bahia”
-1837 – os sabinos tomaram Salvador e proclamaram a República
- a Bahia deveria ficar separada do Brasil até a maioridade de D.Pedro II
- os regentes enviaram forças navais (ajudados por senhores de engenho) e cercaram Salvador
-Rebeldes oferecem liberdade a escravos que os apoiassem
- donos de escravos tiveram receio e se aliaram ao governo regencial
- Março de 1838: forças do governo ocupam Salvador
-incendiaram bairros de Salvador
- Mais de 1200 mortos e quase 3 mil presos.
- Dr. Sabino foi expulso da Bahia


- os Malês perderam
- Março de 1835: africanos libertos mandados de volta para a África
- até os inocentes foram expulsos d Bahia
-objetivo do governo era fazer o “branqueamento” da sociedade (segundo João José Reis)

5- BALAIADA



 QUANDO
    ONDE
   CAUSAS
 LÍDERES
DESENVOLVIMENTO
CONCLUSÃO
 1838-1841
Maranhão
- o nome Balaiada deveu-se ao fato dos líderes serem artesãos e fazerem balaios para vender
- 1830: o algodão maranhense perdia o mercado para o algodão norte-americano que era mais barato e de melhor qualidade.
- a Inglaterra negociava o algodão
- altos impostos
- pequenos proprietários perdiam terras para grandes fazendeiros
- os escravos formaram quilombos

- Manuel Francisco dos Anjos Ferreira (artesão)
-Raimundo Gomes (Cara Preta)
- Cosme Bento das Chagas

- desempregados, quilombolas, desempregados e indígenas atacavam as fazendas
- Dezembro de 1838: Raimundo Gomes tomou uma cidade do interior
- divulgou documento exigindo a substituição do presidente da província
- exigiu expulsão de comerciantes portugueses e fim da escravidão
- Conquistaram Caxias(MA) e Piauí
-1839: venceram as tropas oficiais



-1839: 3 mil quilombolas fogem da das fazendas e se juntam aos balaios liderados por Cosme Bento
-Em São Luís Liberais X Conservadores, disputavam o poder e depois se uniram contra os balaios
- o gov. regencial enviou ao MA 8 mil homens chefiados por Luís Alves de Lima e Silva
- os rebeldes foram presos e executados sem direito a defesa
- 11 mil morreram
- Raimundo Gomes (expulso do MA)
-Manuel Francisco morreu na luta
-“Negro Cosme” : preso e enforcado
- o governo conseguiu manter a unidade do império brasileiro

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O PERÍODO REGENCIAL NO BRASIL - 1831-1840

O Período Regencial

  • foi relativamente curto; 
  • porém um dos mais agitados de nossa história.

Naquela época, ocorreram intensas disputas entre:

  • o centro (governo central sediado no RJ)
  • as províncias
  • e revoltas sociais armadas ( de norte a sul do país)
  • isso tudo ameaçou a unidade nacional
  • foram momentos decisivos para a formação do Estado Brasileiro
História política

D. Pedro I renunciou 


"Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que hei muito voluntariamente abdicado na pessoa de meu muito amado e prezado filho o Senhor D. Pedro de Alcântara.
Boa Vista, 7 de abril de mil oitocentos e trinta e um, décimo da Independência e do Império."
Pedro





REGÊNCIA TRINA PROVISÓRIA


  • O governo deveria ser ocupado por três regentes escolhidos por uma Assembleia Geral (deputados e senadores), de acordo com a Constituição de 1824
  • a maior parte dos deputados e senadores estavam em recesso
  • os poucos deputados e senadores que estavam no RJ , elegeram três regentes PROVISÓRIOS, que governaram por pouco mais de 2 anos.



REGÊNCIA TRINA PERMANENTE




ENQUANTO ISSO...


Pedro de Alcântara e suas irmãs, D. Francisca e D. Januária, quando ele ainda era adolescente.
Tela de Félix Émilie Taunay (1795-1881)




POR NÃO CONFIAR NA CAPACIDADE DO EXÉRCITO DE MANTER A ORDEM, O GOVERNO REGENCIAL CRIOU A GUARDA NACIONAL (1831)
  • Só podiam participar brasileiros
  •  com idade entre 21 e 60 anos
  • renda anual mínima de 100 mil réis
  • os fazendeiros ricos recebiam a patente de coronel
  • os fazendeiros-coronéis tinham grande poder na região onde moravam


ATO ADICIONAL DE 1834

  • Criado para conter as revoltas regenciais
  • Dava autonomia as províncias para criarem algumas leis
  • Extinguiu o Conselho de Estado (criado por D. Pedro I)
  • Substituiu a Regência Trina por Una
  • Criou o voto secreto e direto nas eleições dos regentes
  • As Assembleias Provinciais passaram a decidir sobre os impostos arrecadados pelas províncias

REGÊNCIA UNA DE FEIJÓ


  • D. Pedro I morreu em 1834
  • Restauradores se dissolveu
  • Exaltados derrotados por Moderadores
  • Moderados se dividiram: Progressistas ( a favor do Ato Adicional) X Regressistas (contra o Atos Adicional)
  • Primeiras eleições no Brasil para chefe de governo
  • Padre Feijó venceu ( Progressista)
  • Enfrentou duas rebeliões:CABANAGEM (NORDESTE) E FARROUPILHA ( SUL)
  • Feijó precisava de recursos para enfrentar as revoltas
  • A câmara dos deputados ( REGRESSISTA)  era oposição a Feijó
  • Feijó RENUNCIOU em 1837

REGÊNCIA DE ARAÚJO LIMA 


  • Regressista
  • Eleito regente
  • Queria combater as rebeliões provinciais
  • 1840- aprovou a Lei Interpretativa do Ato Adicional. (retirando a autonomia das províncias)
  • governo repressivo
REBELIÕES REGENCIAIS (ATIVIDADE PARA NOTA)

  • CABANAGEM (1 ao 5)
  • FARROUPILHA (6 ao 13)
  • REVOLTA DOS MALÊS  (14 ao 20)
  • SABINADA  (21 ao 25)
  • BALAIADA (26 ao ...) 

ENTREGA : 24/08/2016 
OBS.: Um trabalho escrito para cada equipe (capa, sumários,introdução, desenvolvimento, conclusão,bibliografia) . Cada membro da equipe responderá uma pergunta sorteada sobre o tema no dia 24/08/16



A NOTA DE TRABALHO SERÁ: 
TRABALHO ESCRITO + RESPOSTA CORRETA A PERGUNTA SORTEADA

domingo, 7 de agosto de 2016

FORMAS DE USAR O POKÉMON GO NA SALA DE AULA

O que é o Pokemon Go?


Lançado no Brasil na quarta-feira, dia 3 de Agosto, o jogo Pokemon Go é uma febre por onde passa. Com mais de 21 milhões de usuários ativos diariamente, somente nos Estados Unidos, o jogo promete também conquistar a atenção dos brasileiros.

Os números são muito expressivos e mostram que o jogo está conseguindo mais atenção do que as principais redes sociais do momento, como Facebook e Instagram.


Tempo diário gasto no Pokemon Go em média comparado com outros aplicativos (Fonte: Sensor Tower)


O Pokemon Go é um jogo de realidade aumentada, ou seja, mistura elementos do mundo físico e do mundo virtual, juntamente com elementos de gamificação. Nele, ao registrar e entrar, o GPS do celular é sincronizado e o jogador passa a ver o mapa do lugar em que está, porém dentro da realidade do jogo

A partir daí, a busca pelos Pokemons começa!



Não é de hoje que desenhos animados e jogos famosos causam grande influência nas crianças e adolescentes e, consequentemente, na rotina das escolas e nas salas de aula.

No ano de 2000, a revista Nova Escola já estampava em sua capa o furacão que os Pokemons trouxeram para o dia-a-dia das escolas, quando os “bichinhos” eram apenas um desenho animado:


  
Agora que o fenômeno está aliado à tecnologia, a tendência é de que a influência seja ainda maior!

Por mais assustador que toda essa onda possa parecer, especialistas em educação do mundo todo estão enxergando isso como uma ótima oportunidade para professores e escolas.

Não é papel das escolas e dos professores estimular e incentivar os estudantes a jogarem, e sim, educá-los e orientá-los para que façam um bom uso. Além disso, podem utilizar certas situações para introduzir o jogo no processo de ensino e aprendizado, afirmam os especialistas americanos que já estão vivenciando essa experiência há mais tempo.

Josh Gauthier, professor e membro do ISTE (International Society for Technology in Education), feira americana equivalente à Bett Educar, afirma:

“Se os educadores conseguirem capturar a paixão dos jovens pelo jogo, imagine o engajamento e o aprendizado que podemos criar. Utilizar a realidade aumentada do jogo pode criar um fascínio pela escola e motivar o aprendizado para os estudantes.”

Pensando nisso, listamos os aspectos positivos e pontos de atenção do Pokemon Go,  além de dicas de como utilizar o jogo de maneira educativa no ambiente escolar.


Confira abaixo!

Como explorar o Pokemon Go na escola

Nos lugares em que o jogo chega, diversas discussões, polêmicas e notícias surgem em torno de seu uso. Fato é que, a má utilização, não só desse game, mas como de qualquer outro, pode causar prejuízos para o jovem dentro e fora da escola.

Aspectos positivos

  • Promove a interação social entre os jovens
  • Faz com que os jovens saiam de casa para interagir com o espaço público
  • Estimula a realização de atividades físicas

Pontos de atenção
  • A distração pode ser perigosa ao atravessar ruas e avenidas
  • Cuidado com a segurança durante a brincadeira

Utilizar o jogo em excesso

Para aproveitar essa febre e transformá-la em uma oportunidade para estimular o aprendizado em sua escola, separamos 3 dicas de projetos envolvendo a utilização do Pokemon Go para ser feito em sua escola:

1. Utilizar os ginásios da escola para atividades em grupo

Existem chances do ginásio da sua escola já ter se tornado um “Ginásio Pokemon”, onde os estudantes vão nos intervalos para caçar os bichinhos. 

Permita e estimule então que seus estudantes organizem torneios no ginásio e utilizem as redes sociais para divulgá-los. Essa pode ser uma excelente ação de marketing para melhorar a reputação e a atração de alunos para sua escola.

Afinal, qual aluno não iria amar estudar em uma escola que da liberdade para jogarem seu jogo favorito com os amigos nos horários livres?

Além disso, nas aulas de Educação Física, o professor pode promover atividades físicas que envolvam o uso do Pokemon Go, aumentando o interesse e o engajamento dos alunos.

2. Organizar passeios em parques e museus

Josh Gauthier, do ISTE, recomenda esse projeto. Segundo ele, o professor pode planejar as visitas a parques e museus da seguinte forma:

  • Estudar o local a ser visitado em sala de aula
  • Mapear os pontos de interesse que a turma irá visitar
  • Durante a visita, alternar entre momentos em que os alunos estarão assistindo a explicação do professor e momentos em que estarão interagindo com o ambiente e “caçando Pokemons”

Essa mistura de momentos de ensino e lazer, contribuem para a construção de significado por parte dos alunos, garantindo que o aprendizado esteja ocorrendo de fato.

3. Promover a integração entre os alunos

Essa última dica pode ser encarada como algo que as escolas já fazem.

Uma das funções da escola é a de ser um espaço onde os jovens aprendem a construir relações sociais. 

Com a introdução do jogo nos intervalos ou em momentos específicos das aulas, essa integração pode ser potencializada. 

As experiências e conquistas compartilhadas pelos estudantes dentro do Pokemon Go podem servir para derrubar barreiras até mesmo dos mais introvertidos. 

Isso pode diminuir a ocorrência dos casos de bullying, uma vez que os jovens de diferentes grupos estarão se ajudando dentro da realidade do game.

Outro fato interessante é o uso do aplicativo nos Estados Unidos para estimular e engajar estudantes com Autismo.

É importante ressaltar que o alinhamento das expectativas sobre os momentos em que os alunos estarão autorizados a brincar é fundamental para o sucesso dos projetos.

Com os alunos, professores e a escola cientes dos limites de cada parte, a experiência tende a ser a melhor possível.

Celular como aliado no processo de ensino e aprendizagem

Não é de hoje e, sem dúvidas, não é a chegada do Pokemon Go no Brasil que marca o aumento do uso de celulares pelos jovens.

Com o avanço das tecnologias móveis, boa parte dos alunos possui um smartphone. Mais de 50% da população brasileira já possui um aparelho desse tipo e, graças a esse desenvolvimento, também evoluímos bastante na tecnologia 3G.

Visto isso, os celulares tem um potencial enorme a ser explorado na educação.

Tais celulares têm a mesma capacidade de pesquisa e atividades que os computadores e, apesar de serem considerados os “vilões” que atrapalham as aulas, podem ser utilizados como um excelente instrumento apoiador do professor no processo de ensino. Existem inúmeras ferramentas educacionais gratuitas que podem ser utilizadas pelos professores em sala de aula – e o AppProva é um deles.

Essa mudança de estratégia por parte dos professores e das escolas ao adotar o celular e a tecnologia como aliados, representa um avanço, já que as abordagens anteriores estão perdendo eficácia com as mudanças cada vez mais frequentes em nossa sociedade.

Saiba mais AQUI

Fonte: appprova.com.br