quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

APRENDA A TRABALHAR A ALFABETIZAÇÃO MIDIÁTICA NA SALA DE AULA



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A cada segundo, novas informações circulam pelo mundo digital. Até 2020, conforme apontado pela revista Forbes, cerca de 1,7 megabyte de informações serão criadas por segundo para cada pessoa que vive no planeta. Em um cenário como esse, torna-se cada vez mais complexa a tarefa de identificar fontes confiáveis ou até mesmo dominar ferramentas e linguagens que permitem a produção de conteúdos nesse ambiente.

Com a proposta de preparar crianças, adolescentes e jovens para lidar com esses desafios, a educação midiática tem sido cada vez mais debatida por organizações nacionais e internacionais. 

A Alfabetização Midiática e Informacional é fundamental para a garantia da liberdade de expressão e para a manutenção da democracia. Ela também está contemplada em diferentes áreas da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), seja nas competências gerais ou habilidades específicas.

Veja aqui uma lista de cursos e materiais que apoiam professores a trabalhar alfabetização midiática e informacional na sala de aula. Confira:


Para difundir o tema e oferecer ferramentas, o programa do Instituto Palavra desenvolveu um currículo de educação midiática alinhado com os princípios da BNCC, além de disponibilizar um curso gratuito de 30 horas sobre o campo de atuação jornalístico-midiático, que foi construído em parceria com a Fundação Vanzolini.


Disponível para download em português e outros oito idiomas, o guia lançado pela rede social Twitter e pela Unesco ajuda educadores a trabalhar habilidades de alfabetização midiática, promovendo a análise crítica de informações e estimulando a construção de perguntas certas sobre conteúdos encontrados na internet.


Desenvolvido para apoiar professores de escolas públicas e privadas que desejam usar reportagens produzidas pelo Estadão em sala de aula, o projeto reúne planos de aula sobre temas como Amazônia, vacinas e bomba atômica.


Disponibilizado pelo Instituto First Draft, o curso gratuito tem a duração de uma hora e aborda estratégias para verificação de imagens, vídeos, datas e geolocalização, além de mencionar truques do Google Maps.


Desenvolvido pelo Instituto Poynter, organização norte-americana sem fins lucrativos que promove o ensino do jornalismo, traz princípios da verificação fatos para ajudar estudantes do ensino médio a desenvolver essa habilidade. A versão em português do material foi produzida pela Agência Pública.


O material organizado pela BBC News Brasil reúne dois módulos com vídeos e propostas de atividades para os professores trabalharem a leitura crítica de notícias da BBC e promoverem debates com os estudantes.


Apoiado pelo Facebook, o curso online gratuito contra notícias falsas é voltado a adolescentes, jovens e educadores. As aulas serão desenvolvidas pelos professores Ivan Paganotti (MidiAto ECA-USP), Leonardo Sakamoto (PUC-SP) e Rodrigo Ratier (Faculdade Cásper Líbero).

Saiba mais sobre o tema no infográfico abaixo:


Fonte: Porvir

domingo, 10 de novembro de 2019

QUE HISTÓRIA É ESSA? A COR ROSA É DE MENINA E AZUL É DE MENINO?



Segundo pesquisa realizada pela historiadora Jo B. Paoletti. Autora do livro Pink and Blue: Telling the Girls From the Boys in America (“Rosa e Azul: diferenciando meninas de meninos nos EUA”), durante a Primeira Guerra Mundial tons pasteis ainda eram as cores mais usadas pelas crianças. À época, inclusive, azul era uma cor feminina, porque teoricamente representava “delicadeza”. O rosa, por remeter ao sangue, representava força e decisão – conceito abraçado pelos homens.

Isso só foi mudar a partir de 1920, na Alemanha, popularizando-se durante a década de 1970. Os dados são do livro A Psicologia das Cores, de Eva Heller. Na obra, a especialista aponta que a transição atingiu seu auge durante os anos 1980, quando as principais lojas de departamento dos Estados Unidos decidiram optar pela distinção “rosa para meninas e azul para meninos”.

Segundo Eva, não há razões genéticas ou ancestrais que justifiquem essa decisão. As crianças, no fim das contas, eram atraídas por cores intensas, tais como vermelho e azul.

Diversas pesquisas apontam que o azul é a cor favorita tanto de homens como de mulheres. Isso se justifica pela relação que as pessoas fazem com a cor do céu ou do mar, por exemplo. Em A Psicologia das Cores, os dados são ainda mais interessantes: o rosa é a cor favorita de menos de 5% das mulheres, contrariando estereótipos.


Outra pesquisa mostra que os significados das cores, em muitos casos, são definidos de forma arbitrária.

No Brasil, por exemplo, “amarelar” remete à covardia, enquanto que em países como China e Egito, a cor do sol pode se associar à felicidade. 

Em um vídeo famoso na internet, uma garotinha reclama por ter brinquedos somente na opção rosa. 



ROSA NEM SEMPRE FOI COR DE MENINA

Pintura 'Alice e Elisabeth Cahen d'Anvers', mais conhecida como 'Rosa e azul', do pintor impressionista francês Renoir, de 1881 e que faz parte do acervo do Masp, em São Paulo
Pintura 'Alice e Elisabeth Cahen d'Anvers', mais conhecida como 'Rosa e Azul', do pintor impressionista francês Renoir, de 1881 e que faz parte do acervo do Masp, em São Paulo




"A regra geralmente aceita é que rosa é para os meninos, e azul para as meninas. O motivo é que o rosa, sendo uma cor mais decidida e forte, é mais apropriado para meninos. Enquanto o azul, que é mais delicado e gracioso, é mais bonito para a menina."
O parágrafo acima foi publicado há cem anos, em 1918, por uma revista de moda infantil americana, a Earnshaw, voltada para profissionais da área. Foi encontrado por Jo Paoletti, professora emérita de Estudos Americanos na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e autora do livro Pink and Blue: Telling the Boys from the Girls in America (Rosa e Azul: Distinguindo Meninos de Meninas nos Estados Unidos).
"(Encontrar essa frase) virou minhas suposições de cabeça para baixo", lembra a pesquisadora, em conversa com a BBC News Brasil. Afinal, o rosa nem sempre havia sido uma cor de menina, nem o azul cor de menino.
"A ideia de que há algo natural e permanente sobre o uso de rosa para as meninas e azul para garotos é historicamente errada", diz Paoletti. "Assim, também é errada a ideia de que se você não tratar as crianças segundo um estereótipo de gênero elas vão crescer confusas, serão pervertidas, vão se tornar homossexuais, transgênero. Não há nenhuma evidência disso. Não é dos estereótipos de gênero que nasce a identidade homossexual ou trans."


A RELIGIÃO E AS CORES




Segundo o livro “The Story of Colour: An Exploration of the Hidden Messages of the Spectrum” do Gavin Evans, onde ele fala sobre a cultura das cores, entre o final do século XIX e início do século XX as mães costumavam ouvir que se elas queriam que seus filhos crescessem másculos, era necessário vestí-los de cores masculinas, como o rosa e se quisessem que as meninas crescessem bem femininas, teriam que vestí-las de azul. Sim, ao contrário mesmo! 

A origem disso vem da Europa, onde a cor azul era associada com o feminino por conta do manto da Virgem Maria, uma cor serena que transmitia calma e ternura. Já o rosa era uma versão para os meninos da masculina cor vermelha, que era uma cor quente, viríl, representava lutas e guerras e também a cor do manto de Jesus Cristo.


Gradualmente isso foi mudando pela metade do século XX, mais precisamente no pós-guerra, pela década de 1950, onde havia fortes propagandas criadas pelas agências de publicidade que induziam as pessoas a aceitarem o rosa como uma cor exclusivamente feminina, o que fez com que a mudança fosse aceita muito rapidamente.




Vale constar também que antes de tudo isso, todos os bebês usavam roupas brancas, pois era muito mais fácil de limpar e não desbotavam com o uso de produtos de limpeza fortes que serviam para tirar manchas, além de poderem ser repassados para todos os filhos da família. O detalhe é que na época do branco, independente de gênero, todas as crianças usavam vestidos por serem mais práticos também. Os meninos começavam a usar calças apenas depois do primeiro corte de cabelo ou ainda mais adiante.




Assistam o vídeo abaixo para uma versão bem completinha e resumida sobre o assunto (é em inglês, mas basta ativar as legendas com tradução automática):



POR QUE VOCÊ NÃO USA ROUPA ROSA?

Todos nós sabemos que as cores são ótimos abreviadores imagéticos. Um cobertorzinho azul indica que o bebê é menino, já o rosa pode apontar que é menina. Roupas negras serão luto em um velório (no ocidente) e um vestido vermelho será sempre tido como uma peça sexy.
 Mesmo nunca tendo estudado moda, você já sabe ler todas essas informações, mérito das convenções sociais que nos cercam desde antes de nascermos.
E que tal se, pela primeira vez na vida, você descobrisse o porque de ter seguido a mais clássica de todas estas tradições?
EIS AQUI COMO TUDO COMEÇOU ...
Ok, poderiam ao menos não ter dado o chapéu pro moleque, né
Os motivos eram surpreendentemente coerentes: eles usavam vestidos pois, assim, as fraldas eram bem mais fáceis de serem colocadas e retiradas. Já a cor branca era exatamente para “denunciar” se a criança estava ou não suja, além, é claro, de ser mais barato do que tecidos coloridos.
Outro motivo que os fazia usarem as mesmas roupas é que, ao vestirem as crianças sem distinção de gênero, os pais não tinham a necessidade de explicar a elas qualquer coisa que fosse de caráter sexual, nem mesmo seus gêneros.
E, por último, ao utilizar a mesma roupa para ambos os sexos, era sempre possível que um casal reutilizasse a roupa do filho mais velho no filho mais novo, fosse ele menino ou menina.
Foi somente no início do século 20 que as crianças começaram a se vestir com roupas coloridas, não só devido ao aumento do consumo, mas também por conta da maior facilidade de tingimentos industriais, que fez com que roupas coloridas pudessem ser facilmente lavadas na água quente sem desbotar.
E eis aqui o fato mais surpreendente desta história: ao começarem a utilizar cores, o rosa era a cor do menino e o azul era a cor da menina!
As grandes lojas americanas tiveram uma forte influência nesta escolha. Devido aos Estados Unidos serem um país muito cristão, o rosa (que era encarado apenas como uma tonalidade mais clara de vermelho) era a cor dos meninos devido a sua origem mais “quente” e “colérica”, portanto, mais forte e máscula.
Também era a cor que sempre acompanhava a indumentária de Jesus (numa história longa onde os pintores que o retratavam com um manto vermelho são os “culpados”).
Já o azul era associado as meninas devido a bondade da Virgem Maria e a tranquilidade do reino dos céus.
Tirinhas de 1907, do fantástico "Little Nemo In Slumberland"
Acima:  Tirinhas de 1907, do fantástico "Little Nemo In Slumberland"
A inversão das cores ocorreu na década de 40, no pós-guerra, quando nasceram os baby boomers, porém, não existe uma razão considerada conclusiva para esta troca.
Na minha opinião, a fonte mais lógica é que isso ocorreu devido a uma forte influencia dos nazistas, pois os gays que eram colocados nos campos de concentração tinham, costurados, um triangulo rosa em suas roupas.
Os soldados americanos, vendo aquilo, retornaram para seus lares com esta distinção de gênero em suas mentes, em que o rosa não servia mais para o homem e, ao que parece, o mercado entendeu esta tendência e começou a direcionar a produção de distinção de gêneros de maneira mais clara e inversa, sendo o azul para meninos e o rosa para meninas.
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Nas décadas de 60 e 70, ocorreu um breve retorno ao estilo unissex de vestir das crianças, retorno esse atribuído a luta da mulher por direitos iguais aos dos homens.
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Eis então que chegamos ao meio dos anos 80 e à criação do exame pré-natal, em que era possível saber o sexo do bebê antes que ele nascesse. Claro que isso mudou novamente o curso das coisas.
A indústria entendeu que aquela era uma ótima oportunidade mercadológica, afinal, os pais tinham que comemorar de alguma forma a notícia antecipada que teriam um menino ou uma menina. Então, nada melhor do que voltar a diferenciá-los com cores.
Assim, as compras feitas antes do nascimento -- fossem as fraldas rosas das meninas ou o enxoval azul dos meninos -- seriam ainda mais especiais pois se tornariam mais pessoais, personalizados e únicos, e o mercado de produtos segue aqui uma lógica infalível de raciocínio que perdura até os dias de hoje: quanto maior o significado de um produto, maior é o número de suas vendas.
Mas esta história sobre distinção de gêneros não acaba por aqui, senhores. Este assunto nos permite continuar explorando um território ainda mais fértil: o da masculinidade.
É interessante notarmos como as noções de gênero sofreram com os ruídos dos anos e ganharam características universais aparentemente equivocadas, como a atribuição da masculinidade exclusivamente aos homens e feminilidade exclusivamente às mulheres.
É muito fácil cairmos em armadilhas causadas por conjecturas que nos induzem ao erro.
 “Se você é um homem, você não é uma mulher.”
A afirmação acima está correta. Agora, veja se a frase abaixo faz a mesma afirmação: “Se você é um homem, você é o oposto de uma mulher.”
Apesar da aparente igualdade das frases, é importante notar que diferença não é o mesmo que oposição. Assim sendo, a segunda frase é falsa.
Portanto, julgar a masculinidade de uma pessoa de acordo com seu grau antagônico de feminilidade é um erro.
Aliás, a masculinidade em si não tem caráter universal, pois varia de cultura para cultura e também não tem caráter biológico, visto que é uma construção social. Então podemos dizer que a masculinidade nada mais é do que a relação de poder entre um homem e outros seres humanos, sejam eles mulheres ou homens.
E este é um dos motivos que nos faz associarmos mulheres poderosas a uma personificação máscula. Não se trata do gênero, mas sim do poder.
A origem da masculinidade como qualidade remete ao início das estruturas sociais, em que a existência de um macho alfa era vital a sobrevivência do grupo. Esta atribuição de masculinidade foi reforçada ao longo dos anos, principalmente após o início do período romano e devido ao sucesso do modelo patriarcal da maioria das culturas ocidentais desde então.
Mas, ano a ano, estas convenções têm se tornando mais fracas. Conforme a estrutura social tem ficado mais complexa, a necessidade de um macho alfa foi se tornando menor e suas atribuições mais difíceis de serem classificadas.
Portanto, é bem provável que a evolução permita que, um dia, você consiga encontrar para comprar uma cueca rosa que você goste, sem que isso te traga problemas. Até esse momento chegar, você pode desfrutar dos outros avanços sociológicos que já obtiveram e escolher sem problemas uma camiseta rosa pra usar amanhã de manhã.
E é isso meus amigos, como sempre, espero que tenha sido útil, ou ao menos, divertido!
Obs: durante o começo da utilização de cores nas roupas do dia a dia das crianças (com exclusão das muito ricas, que sempre utilizaram peças coloridas), alguns países europeus tinham as cores invertidas (azul e rosa), porém, para a nossa explicação ser menos longa e confusa, tomei por base a linha cronológica que ocorreu nos Estados Unidos, pois foi a partir dela que as variações cromáticas se tornaram padronizadas como são hoje em dia tanto no Brasil como no mundo (ocidental).

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

PROFESSORES MERECEM FLORES


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Diante de tanta violência para com os professores por esse mundo a fora, diante de imagens divulgadas nas redes sociais de alunos apontando armas para professores, resolvi prestar uma homenagem a todos os meus colegas de profissão com flores. Sim, flores! É isso que merecemos por nosso esforço diário, pelo amor que temos a nossa profissão. Pela dedicação ao aprendizado dos estudantes. Pela formação de cidadãos que irão seguir diversas profissões, quem sabe descobrir curas de doenças, descobrir o que fazer para que o mundo se torne melhor.

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Profª Mayara  - Biologia

A escola é a segunda casa do aluno, mas por diversas ocasiões se torna a primeira casa do professor. Isso porque nos dedicamos integralmente, de corpo e alma a nossa profissão. Me refiro aos legítimos professores, aos que amam o que fazem.


Eu não ESTOU professora, eu SOU professora. Não SOU professora apesar da desvalorização ou do desrespeito que existe em diversas ocasiões. Sou professora por vocação, por vontade ... Porque sei que se eu não seguisse esse caminho eu não me sentiria completa e feliz.

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Profº Túlio - Física / Matemática

E nesse caminhar constatei que existe uma profunda diferença entre dar aula e ser professor.
Dar aula é muito bom. É querer compartilhar conhecimento, propagar a informação. Dar aula exige esforço, dedicação, preparo.
Mas existe uma imensa distância entre “dar aula” e ser professor. Porque dar aula é uma atividade, mas ser professor é muito mais do que isso.
Ser professor é, muito antes de ser uma profissão, uma das formas mais genuínas do amor.


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Profª Lucinha - Religião

Porque professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas pagas no holerite, além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.

Professor quer saber o nome, quer saber quem é quem, quer saber as histórias, os origens, os rumos pretendidos.

Professor está na chuva para se molhar, para se arriscar diariamente. Para sofrer com as derrotas e vibrar com as vitórias dos alunos. Para corrigir provas como quem assiste a um jogo de futebol, se lamentando quando um craque chuta a bola no travessão. Desacreditando quando um perna de pau acerta a bola no ângulo.

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Profª Samira - Língua Portuguesa

Professor se envolve, mesmo quando tenta evitar.

Professor se perde no cronograma. Não está lá só para cumprir horário e currículo. Está lá para parar a cada dúvida, para ensinar não só a matéria, mas ensinar o melhor do pouco- ou muito- que sabe sobre a vida.
Professor acaba por viver muitas vidas além da sua. Vivencia o crescimento, os obstáculos, as crises, os começos de namoro, as brigas entre amigos, problemas de casa, a conjuntivite alheia, as angústias, os caminhos.


Professor não tem medo de se expor, de se mostrar humano e vulnerável. Não tem medo de pilhas de livros para carregar, da odisseia do fechamento dos diários no fim do ano, nem das provas que parecem dar cria na calada da noite.



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Profº Marcos Antônio - Matemática

Mas tem medo de errar. Ah, se tem. Mas continua, assim mesmo. Continua porque existe algo bem maior por trás desse medo. Algo que nos torna um tanto quanto imune às adversidades, salários brincalhões, poucas horas de sono, pendências infindáveis, conversas paralelas e ao eterno risco que é tentar ensinar.


Só o que sei é que, no fim das contas, ser professor é um lance de amor. Às vezes é sofrido. Às vezes é maçante. Como todo amor. Mas é uma dessas paixões avassaladoras que vicia, e que quem sente, já não consegue ver sentido em viver sem.

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Professora Mara Nívea de artes

Que esse 15 de outubro, mais do que uma data para receber homenagens gostosas ou presentes queridos, seja um dia para lembrarmos o porquê de termos escolhido essa carreira (na verdade, não sei se escolhemos ser professores ou se a vida e a alma já escolhem por nós).

Mas que hoje seja o dia para lembrarmos da sorte que é vivenciar uma verdadeira vocação, poder acreditar no que se faz a cada dia e, acima de tudo, lembrar daquele meio sorriso iluminado que surge no rosto dos alunos quando se dão conta de que aprenderam algo.

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Profª Sandra - Inglês

FLORES PARA OS PROFESSORES


Fotos: professores do Colégio Patronato Padre Luiz Barbosa Moreira - Fortaleza - CE

sábado, 5 de outubro de 2019

A HISTÓRIA DA DESVALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES NO BRASIL


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  • Percorrer a história da profissão docente no Brasil é uma maneira de descobrir detalhes do processo que leva ao atual quadro de desprestígio social do magistério. 
  • Essa história é indissociável da evolução da escolarização no Brasil e é marcada, principalmente, pela constituição paulatina de diferentes estratos para o trabalho do professor.
  • O magistério, como outras profissões, obedece a uma regra mais ou menos universal: quanto mais especialização um trabalho requer, mais o profissional será valorizado. 
  • O que ocorreu com a docência foi que, ao mesmo tempo que se foi reconhecendo a necessidade de formação específica para que alguém aprendesse a ensinar, a consolidação dos diferentes níveis de ensino também criou diferentes níveis de exigência para os professores. 
  • “É uma profissão muito heterogênea e os critérios de entrada e permanência na carreira são muito distintos, o que vai implicar diferenças de formação, diferenças salariais, de condições de trabalho, de carreira”, comenta o professor de história da educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, José Gondra.
  •  “Esta é a principal marca da profissão docente no país, que está muitíssimo vinculada à história da escola.”

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  • À medida que o acesso à escola e aos diferentes níveis de ensino vai sendo incorporado como uma demanda social e sua oferta é expandida, diferentes exigências vão sendo feitas sobre a formação docente e diferentes perfis profissionais vão se estabelecendo. É no início do século 19, logo após a Independência, que o país começa a criar as primeiras Escolas de Primeiras Letras para formar professores para os anos iniciais. Elas darão origem às Escolas Normais, que surgem apenas com o advento da República.
  • Só nos anos 1930, quando o ensino secundário – o equivalente hoje ao segundo ciclo do fundamental – inicia sua expansão, surgem os primeiros cursos superiores de Educação. Antes disso, as diferentes disciplinas eram oferecidas por pessoas que demonstrassem algum conhecimento naquela área do saber – o que era auferido por testes de conhecimento. Ao longo das décadas seguintes, vão sendo estabelecidos os cursos de pedagogia e as diferentes licenciaturas.
  • Para o ensino superior, é apenas a partir da década de 1960, com o estabelecimento do sistema de pós-graduação, que exigências específicas passam a ser feitas. Constitui-se, então, a figura do professor-pesquisador, ultraespecializado e, portanto, mais valorizado que os demais.


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Menos e mais

  • Esta estratificação do trabalho docente e as consequentes diferenças de exigências de especialização acabam significando a desvalorização do trabalho de quem está na base da escola. “O educador da criança pequena é visto como um trabalhador menos especializado”, comenta Gondra.
  • É só no fim do século 20 que a exigência de formação superior passa a ser feita também para os anos iniciais de escolarização e que a educação infantil entra no escopo da formação de pedagogos. Uma mudança muito recente para transformar a cena geral.
  • Neste quadro, há uma questão puramente matemática a incidir sobre o magistério: como o nível de ensino efetivamente universalizado foi o fundamental, a base da profissão docente é formada por trabalhadores cujo nível de especialização e, portanto de valorização, é mais baixo. Porém, a forma como esta universalização foi realizada também contribuiu para rebaixar ainda mais o prestígio da profissão. “Não houve a manutenção da valorização desses professores”, afirma Gondra.


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Mulheres e desvalorização
  • Outra questão importante na história da profissão é a presença massiva de mulheres. De início, o sistema escolar previa a separação por sexo: nas escolas masculinas (geralmente, voltadas para uma gama de conhecimentos mais ampla), professores homens; nas escolas femininas, professoras mulheres. A reconfiguração das escolas mistas só ocorre no Brasil na virada do século 20 e, ainda assim, por muitos anos ainda persiste a divisão das escolas secundárias e dos internatos em masculinos e femininos.
  • Essa reconfiguração é marcada por uma preocupação que não desaparece de uma hora para outra: como meninas conviverão diariamente com um homem? Além disso, ensinar crianças pequenas passa a ser associado a uma tarefa semelhante a realizar cuidados maternos, ou seja, um trabalho tipicamente para mulheres. “O trabalho feminino entra, justamente, nos estratos menos valorizados da profissão como um trabalho associado à maternagem, ao cuidado e que exige menos formação e mais uma vocação”, resume o professor da UERJ. 


Fonte: https://www.revistaeducacao.com.br

domingo, 29 de setembro de 2019

CIENTISTAS QUE NÃO ERAM BONS ESTUDANTES NA ESCOLA

Albert Einstein (1879-1955)

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O físico alemão, um dos maiores gênios que já passaram pela Terra, só começou a falar aos quatro anos de idade e a ler aos sete. Seus pais e professores achavam que ele tinha alguma limitação mental. O inventor da Teoria da Relatividade e ganhador de um prêmio Nobel de Física passou por várias escolas e, segundo contam seus biógrafos, detestou todas elas. O homem quem revolucionou a física simplesmente considerava tediosos os métodos de ensino da época. "Você não vai dar em nada na vida", ouviu de um professor, durante a sétima série.




Isaac Newton (1643-1727)

Sir Isaac Newton - Wikimedia commons

O cientista e astrônomo inglês não foi um aluno brilhante. Costumava tirar notas razoáveis, mas que não se esforçava mais do que o necessário nem se destacava nas aulas. Era só mais um na multidão, um tantinho preguiçoso, por sinal. Por outro lado, a leitura e a curiosidade intensas o salvaram da mediocridade. Por conta própria, começou a ler e a tomar notas sobre assuntos que o interessavam: teologia, latim, grego, ciência. Depois de uma temporada administrando muito porcamente a fazenda da família, foi enviado por um tio para estudar em Cambridge e, lá, se encontrou.


Steve Jobs (1955-2011)

Steve Jobs - Reprodução/UOL

O visionário fundador da Apple não teve uma performance digna de admiração em seus primeiros anos na escola. Nunca esteve entre os primeiros alunos da classe e era um tanto desatento. Destacava-se, porém, pela petulância e curiosidade. Certa vez, quando a professora perguntou à turma o que as crianças não entendiam no universo, ouviu de Jobs a resposta um tanto ácida" "Não entendo por quê, de repente, estamos tão falidos”.


Bill Gates

Bill Gates - Chesnot/Gettty Images


Um dos homens mais ricos e poderosos do mundo estudou até a sexta séria em uma escola pública. Ele e a irmã eram incentivados pelos pais a tirarem boas notas via permuta: ganhavam 25 dólares quando os resultados saíam satisfatórios. Bill, que admitiu nunca ter sido um bom aluno, sempre recebia menos dinheiro. Isso não o impediu de entrar na Universidade de Harvard (EUA) com 18 anos de idade. Lá, chegou a dizer a um professor que viraria milionário antes dos 30. Ele abandonou a faculdade aos 21 para fundar com Paul Allen, amigo e sócio, a Microsoft. Aos 31, tornou-se bilionário.


domingo, 22 de setembro de 2019

Como criar um plano de estudos que maximize seu aprendizado


Autora: Flávia S Beham, PhD.
Flavia é a cientista chefe da Seneca JÁ, uma plataforma gratuita de revisão para o ENEM, com metodologia baseada em neurociências e já usada por 1,8 milhão de alunos!

Com o ENEM quase chegando, é essencial aproveitar ao máximo o tempo que você ainda tem de revisão. Aqui estão algumas dicas para criar um plano de estudos que realmente funciona!

1) Dividir o tempo em períodos curtos
Resultado de imagem para estudeA primeira coisa a fazer é decidir por quanto tempo você estudará por dia, até a data do exame. Muita gente acha que o melhor é passar o máximo possível de tempo estudando, sem pausas. Porém, várias pesquisas científicas já mostraram que isso não é produtivo (Belham, 2018). Nosso cérebro funciona melhor quando estamos saudáveis ​​e nos divertindo. Portanto, você deve sempre reservar um horário no seu cronograma de revisão para refeições, uma boa noite de sono, exercícios físicos e atividades com amigos e familiares.
Não há um número mágico que diga quantas horas por dia você deve estudar. Vários especialistas concordam que cerca de 4 horas por dia é um número viável e produtivo. Mas seja flexível! Não tem problema estudar um pouco menos no domingo, se você sabe que vai almoçar com seus avós. Você pode compensar passando mais tempo nos estudos na segunda feira, por exemplo.
O importante é dividir o seu tempo de estudo em pequenos intervalos, preferencialmente entre 30 minutos e 1 hora. Pesquisas (Vlach e Sandhofer, 2012) mostraram que aprendemos mais quando estudamos dessa forma repartida, em vez de em intervalos super longos. Portanto, é melhor estudar 1 hora de Biologia e passar para 1 hora de Português e aí 1 hora de História, do que passar 3 horas diretas em Biologia.

2) Classifique as matérias
Antes de decidir o que revisar em cada intervalo de tempo, é importante classificar as matérias em diferentes categorias. Pesquisas (Carpenter et al., 2018) mostram que devemos revisar o mesmo conteúdo mais de uma vez. Isso porque nossa memória não é perfeita e sempre esqueceremos algumas coisas. Essa “re-revisão” fortalece nossa memória e nos ajuda a aprender. Então, faz sentido alocar mais tempo de "re-revisão" para os conteúdos que você acha mais difícil. Logo, o primeiro passo é classificar matérias da mais fácil ao mais difícil.
Em seguida, classifique as matérias da mais a menos divertida. Isso porque pesquisas (Rohrer, 2012, Gruber, Gelman e Ranganath, 2014) mostraram que nós aprendemos melhor os assuntos que nos interessam. Porém, quando o nosso cérebro “está disposto” a aprender os assuntos que gostamos, ele também acaba aprendendo outras coisas ao mesmo tempo. Então, uma dica importante é alternar entre as matérias que você gosta e as que não gosta. Dessa forma, acaba aprendendo todas elas!

3) Alocando as disciplinas
A última informação que você precisa para montar seu cronograma é o seu horário escolar. Os estudos em casa devem ser coordenados com as aulas da escola. Se possível, tente revisar as matérias antes de ter a aula na escola. Dessa forma, você chega na aula preparado para tirar suas dúvidas e consegue aprender ainda mais com o seu professor.
Depois de coordenar a revisão com a escola, use as classificações que você fez das matérias entre difícil, fácil, interessante e não interessante. Por exemplo, se você gosta de Literatura e Biologia, mas não é fã de Geografia e Matemática, tente alternar entre elas: Bio-Geog-Lit-Mat. Se você acha que a Química é muito difícil, e Filosofia é muito fácil, aloque mais tempo de revisão para Química do que para Filosofia.
Ao final, você deve preencher todos os seus intervalos de estudo (30 minutos a 1 hora cada), alternando entre os assuntos divertidos e não divertidos, passando mais tempo nas matérias difíceis e levando em conta o cronograma escolar.

4) O que fazer ao revisar
Uma estratégia de aprendizado eficaz é usar mapas mentais, diagramas, imagens e cores. Esses elementos visuais ajudam o nosso cérebro a compreender o conteúdo que estamos estudando.
A estratégia de revisão mais eficaz é responder exercícios. Toda vez que você responde a uma nova pergunta sobre um assunto, é como se estivesse fortalecendo aquela memória.
Essa estratégia inclui baixar as provas antigas do ENEM, grupos de estudos no qual você e seus colegas se fazem perguntas, re-fazer os deveres de casa do ano, e utilizar sites gratuitos de perguntas, como a Seneca JÁ. Quanto mais variedade de perguntas você responder, mais você vai entender o assunto que está estudando!

Bibliografia:
Belham, F. (2018). Emotions and Memory. [online] Blog.innerdrive.co.uk. Available at: https://blog.innerdrive.co.uk/emotions-and-memory
Vlach, H. and Sandhofer, C. (2012). Distributing Learning Over Time: The Spacing Effect in Children’s Acquisition and Generalization of Science Concepts. [online] NCBI. Available at: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3399982/
Carpenter, S., Cepeda, N., Rohrer, D., Kang, S. and Pashler, H. (2018). Educational Psychology Review. [online] Using Spacing to Enhance Diverse Forms of Learning: Review of Recent Research and Implications for Instruction. Available at: https://files.eric.ed.gov/fulltext/ED536925.pdf
Rohrer, D. (2012). Interleaving Helps Students Distinguish among Similar Concepts. [online] ResearchGate. Available at: https://www.researchgate.net/publication/271922077_Interleaving_Helps_Students_Distinguish_among_Similar_Concepts
Gruber, M., Gelman, B. and Ranganath, C. (2014). States of Curiosity Modulate Hippocampus-Dependent Learning via the Dopaminergic Circuit. [online] ScienceDirect. Available at: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0896627314008046





AULAS DIVERTIDAS



PARÓDIA SOBRE SEGUNDO REINADO NO BRASIL




PARÓDIA SOBRE OS POVOS TUPIS



TURMA DO 8º ANO E A PARÓDIA APRENDENDO COM MÚSICA SOBRE O SEGUNDO REINADO NO BRASIL



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terça-feira, 10 de setembro de 2019

ENTENDA OS ATAQUES DE 11 DE SETEMBRO DE 2001



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O 11 de setembro ficou marcado na história como o dia em que atentados terroristas foram realizados em solo americano e resultaram na morte de quase três mil pessoas. Os terroristas responsáveis pelo atentado eram vinculados a Al-Qaeda e realizaram seus ataques contra dois alvos: o World Trade Center, localizado em Nova York, e o Pentágono, localizado em Washington.

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Os atentados de 11 de setembro tiveram como um dos grandes responsáveis Osama bin Laden, e geraram grandes consequências a nível regional (nos EUA) e também mundial. Poucas semanas depois que aconteceram, o governo norte-americano deu início à Guerra do Afeganistão, com o objetivo de capturar o líder da Al-Qaeda.













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As Torres Gêmeas foram atacadas por dois Boeing às 08:46 e às 09:03 do dia 11 de setembro de 2001.

Causas e contexto histórico do atentado

  • Os atentados de 11 de setembro foram realizados pela Al-Qaeda, que, na época, era liderada por Osama bin Laden, um árabe multimilionário e um dos fundadores dessa organização terrorista. 
  • As motivações que levaram bin Laden e a Al-Qaeda a realizarem atentados contra os Estados Unidos são o resultado de um longo processo que se iniciou na década de 1970.
  • Levando em consideração esse contexto, devemos entender que a motivação do ataque foi a inimizade existente dos fundamentalistas islâmicos e os Estados Unidos. Essa era motivada pelas intervenções dos norte-americanos nas nações do Oriente Médio e por seu apoio ao Estado de Israel.



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Revolução Islâmica

  • Na década de 1970, os Estados Unidos enfrentaram dois grandes desafios no Oriente Médio: a crise do petróleo de 1973 e a Revolução Islâmica que aconteceu no Irã, em 1979. 
  • A primeira foi causada por um embargo feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que fez o valor do petróleo disparar no mercado internacional; e a segunda foi uma revolução religiosa e conservadora que derrubou o governo pró-ocidental que existia no Irã e instaurou um regime xiita.
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Países membros da OPEP
  • Esse segundo acontecimento fez o governo norte-americano perder a aliança que tinha com esse país, um de seus principais aliados na região. Esses acontecimentos fizeram com que a política estadunidense no Oriente Médio fosse alterada e passasse a ser mais agressiva.

  • Em 1979, o Afeganistão, país com um governo comunista, foi invadido por tropas soviéticas que vinham em auxílio desse governo. Os EUA viram nisso uma ótima oportunidade de desestabilizar o seu maior adversário, e, desde esse ano, passou a financiar dissidências que existiam no interior do Afeganistão e lutavam contra o governo comunista: os mujahidin.
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A Guerra do Afeganistão durou de 1979-1989
  • Essas forças rebeldes reuniam grupos reacionários que passaram a receber armas e dinheiro de norte-americanos e dos sauditas (aliados dos EUA). Aqueles queriam que essas forças derrubassem o governo comunista afegão e atingissem a economia soviética. Anos depois, esses grupos, uma vez armados pelos próprios Estados Unidos e demais aliados, acabaram transformando-se em organizações fundamentalistas islâmicas.
  • A atuação dos americanos no financiamento dessas forças contrarrevolucionárias atraiu um palestino chamado Abdullah Azzam, que convocou uma jihad (guerra santa, para os muçulmanos) contra os soviéticos. 
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Abdullah Azzam
  • Foi Azzam que convidou bin Laden para ir ao Afeganistão participar da luta contra a URSS. No entanto, alguns anos depois, Azzam e bin Laden acabaram rompendo quando este resolveu voltar-se também contra os muçulmanos “decadentes”. Com isso, bin Laden acabou fundando a Al-Qaeda, que atualmente é uma das maiores organizações terroristas do mundo.






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INIMIZADE COM OS ESTADOS UNIDOS

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  • Até então, bin Laden tinha contado com o apoio dos Estados Unidos na luta contra os comunistas. No entanto, a Guerra do Golfo acabou azedando a relação que existia entre os dois países. Em 1990, o exército iraquiano invadiu o Kuwait e fez com que a família real kuwaitiana refugiasse-se na capital saudita, o que criou um clima de tensão entre Iraque e Arábia Saudita.
  • A possibilidade de que houvesse um atrito era grande, e isso fez com que Osama bin Laden, árabe, oferecesse seus serviços para defender o território saudita. Bin Laden queria que a monarquia saudita contratasse ele e seus mujahidin para defender o território, mas os sauditas recusaram a oferta de bin Laden e optaram por deixar as tropas americanas garantirem a segurança.
  • A rejeição de sua proposta enfureceu bin Laden, sob o argumento de que a presença de estrangeiros fazendo a proteção do solo sagrado da Arábia Saudita (lá ficam duas cidades sagradas para o Islã) era um sacrilégio. Depois de criticar o governo saudita, bin Laden foi banido do país e exilou-se no Sudão. 
  • Nasceu nesse episódio a inimizade de bin Laden com os estadunidenses.
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  • O ódio de bin Laden pelos Estados Unidos acabou aumentando por demais questões, como o apoio desses ao Estado de Israel, seu papel na assinatura de um acordo de paz entre Israel e Palestina na década de 1990, e sua intervenção em outros países islâmicos. Já no mesmo período, bin Laden passou a defender a ideia de realizar um ataque contra os EUA.


O que aconteceu no 11 de setembro?


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Pentágono

  • O Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, também foi atacado no dia 11 de setembro de 2001.
  • Os atentados que aconteceram em 11 de setembro de 2001 foram realizados por 19 terroristas da organização chamada Al-Qaeda. O início dos atentados deu-se com o sequestro de quatro aviões comerciais, sendo dois Boeing 757 e dois Boeing 767, que decolaram da costa leste dos Estados Unidos com direção para a Califórnia.
  • Os terroristas sequestraram os seguintes voos: Voo 11, Voo 77 e Voo 175, da American Airlines, e Voo 93, da United Airlines. Esses decolaram das cidades de Boston, Washington e Newark, com direção a Los Angeles e San Francisco. Dos quatro voos mencionados, três conseguiram atingir seus alvos, mas o quarto, como veremos, caiu antes de atingir seu alvo.
  •  Nesse dia, os 19 terroristas embarcaram, e, quando as aeronaves já estavam no ar, renderam a tripulação e os passageiros, e então reajustaram as rotas das aeronaves para seus alvos.
  • Tudo começou com o Voo 11 da AA, que decolou às 07:59 de Boston em direção a Los Angeles. Menos de uma hora depois, precisamente às 08:46, o avião era lançado contra a Torre Norte (chamada de World Trade Center One) do World Trade Center, um complexo comercial que ficava no coração da ilha de Manhattan.
  • Menos de 20 minutos depois, o segundo avião (Voo 175, da AA) foi lançado, dessa vez, contra a Torre Sul (World Trade Center Two), chocando-se com a segunda torre exatamente às 09:03. Naquele momento, a imprensa internacional já estava fazendo a cobertura, e o ataque contra a segunda torre foi televisionado ao vivo para todo o planeta.
  • O terceiro avião (Voo 77, da AA) foi lançado contra o Pentágono, prédio que sedia o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, às 09:37, e o quarto avião (Voo 93, da UA) caiu no interior do estado da Pensilvânia, às 10:03.
  • Na época, especulou-se que esse avião seria lançado contra a Casa Branca, mas evidências apontaram que o alvo dele era possivelmente o Capitólio. O quarto avião não atingiu seu alvo porque seus passageiros foram informados de que se tratava de um atentado, e então rebelaram-se contra os terroristas, que acabaram derrubando o avião antes do alvo previsto.
  • Ao todo, os atentados de 11 de setembro causaram a morte de 2996 pessoas (esse número inclui os 19 terroristas). Entre o total de mortos, 2606 pessoas morreram em Nova York; 246, nos aviões; e 125, no Pentágono. Como mencionado, os 19 que faltam nessa conta eram os terroristas que realizaram o atentado.
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  • A imagem mais destacada desse ataque foi, naturalmente, a do ataque ao World Trade Center, pois, depois do choque com os aviões, as conhecidas Torre Gêmeas incendiaram-se. Milhares de pessoas ficaram encurraladas nos andares mais altos do prédio e, infelizmente, não conseguiram sair, enquanto isso, os bombeiros e socorristas conduziram o trabalho de evacuação do prédio.
  • O incêndio que se iniciou nas Torres Gêmeas superaqueceu as estruturas do prédio e fez com que ambas fossem abaixo. Às 09:59, a Torre Sul desabou, e às 10:58, foi a vez da Torre Norte. A queda delas afetou construções ao lado, danificando-as e espalhando o incêndio.
  • Antes do atentado, o World Trade Center era um complexo que possuía sete edifícios que abrigavam centenas de empresas das mais variadas áreas. Dentro desse complexo, estavam as Torres Gêmeas, inauguradas em 1973, e que possuíam 417 metros de altura, sendo uma das construções verticais mais altas do mundo. No dia do atentado, cerca de 15 mil pessoas estavam nelas, e, em meio ao desespero, muitas dessas, encurraladas pelo fogo, lançaram-se dos andares onde estavam.

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World Trade Center

Os responsáveis pelo atentado

  • Como mencionado, o ataque foi realizada pela Al-Qaeda, que, na época, era liderada por Osama bin Laden. Não obstante, o grande nome que planejou os detalhes dos atentados foi Khalid Sheikh Mohammed, um dos expoentes do grupo fundamentalista. Tanto bin Laden quanto Khalid estiveram por trás de outros atentados contra os Estados Unidos.
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Khalid Sheikh Mohammed


  • Bin Laden participou do ataque contra a embaixada norte-americana no Quênia, em 1998, e Khalid esteve envolvido com o ataque com um carro-bomba que destruiu a entrada do World Trade Center, em 1993. 
  • Bin Laden acabou sendo morto em 2011.
  • Khalid está preso sob jurisdição norte-americana, desde 2003.

Consequências do atentado


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  • Depois dos atentados, a reação do governo norte-americano foi imediata e focou no endurecimento das medidas de segurança no país, com grande foco nos aeroportos, e na represália contra seus perpetradores. 
  • A revanche estadunidense deu-se por meio da invasão do Afeganistão, ainda em 2001.
  • A invasão do Afeganistão foi autorizada pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e tinha dois objetivos: capturar Osama bin Laden e derrubar o Talibã, grupo que governava aquele país desde a década de 1990. 
  • A busca por bin Laden deu-se porque ele reconheceu em vídeo ter sido o autor dos ataques.
  • Os Estados Unidos procuraram derrubar o Talibã, porque esse grupo governamental e fundamentalista abrigava a Al-Qaeda em seu território. 
  • Com a invasão do Afeganistão, os EUA iniciaram uma fase do que ficou conhecido como Guerra ao Terror, que incluiu a invasão do Iraque dois anos depois (em 2003). 
  • O governo Talibã foi derrotado, mas a situação do Afeganistão nunca se estabilizou. Osama bin Laden, como mencionado, foi morto por tropas americanas em seu esconderijo no Paquistão, em 2011.

Na questão da segurança, os norte-americanos reforçaram o combate contra a atuação do terrorismo no país por meio de uma lei conhecida como Ato Patriota. Essa lei esteve em vigor até 2015 e permitia o governo interceptar ligações e mensagens telefônicas sem que fosse necessário obter autorização da justiça, por exemplo.

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EUA reforçam a segurança contra terroristas

  • Além disso, na questão da segurança dos voos, novas normas foram aprovadas, deixando o embarque de passageiros extremamente rígido. A partir de 2015, a legislação de combate ao terrorismo nos Estados Unidos sofreu modificações e passou a ser chamada USA Freedom Act.


Fonte: Adaptado de Mundo Educação./ Imagens: Google imagens