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domingo, 21 de agosto de 2022

NIREZ: A HISTÓRIA EM SEUS 5 SENTIDOS

 

 


Tenho a grande honra de apresentar para você , querido leitor, um ícone da história do Ceará, do Brasil e do mundo... ele se chama Miguel Ângelo de Azevedo e é conhecido carinhosamente como NIREZ.

 

É um ser humano grandioso no talento de colecionar de ver beleza e história em tudo que faz. O seu amor pela História e memória é tão grande que até mesmo sua casa se transformou em um aconchegante museu onde os curiosos e apreciadores da ciência histórica podem visitar e se deleitar com tantas imagens, sons, cheiros... sim , isso mesmo.. visitar o Arquivo Nirez é mais que ver coisas antigas, é ter uma experiência sensorial que aguça os cinco sentidos, são eles:

 

O TATO - ao tocar em suas relíquias históricas, nos dá a certeza de que esse ontem existiu levando até os mais céticos a acreditarem nas lembranças de nosso passado.



 

O OLFATO - para os que são estimulados pela memória do cheiro, Nirez possui uma perfumaria variada com produtos raros. Entre eles estão produtos de maquiagem feminina como o pó de arroz, várias embalagens de perfumes, talcos, equipamentos de barbearia, sabonetes, loções, brilhantina e o curioso e polêmico LANÇA PERFUME.




 

A VISÃO - acessar o arquivo Nirez é presentear nossa visão com belas imagens, cores, nuances, formas ... é ver nas cores preta e branca do passado a saudade de um tempo que não vivemos e mergulhar nas imagens e buscar a sensação , ao menos por um segundo, de como era viver em décadas e até séculos de outrora. A exemplo disso podemos ver no arquivo fotografias, charges, pinturas, tv´s e câmeras fotográficas e filmadoras. Rótulos antigos e as curiosas FLÂMULAS dos anos 50 e 60 do século XX.

 

A AUDIÇÃO - seus ouvidos irão te agradecer por tão singulares e raras sonoridades... nuances musicais que ultrapassam séculos e aguçam nossa memória auditiva através dos fonógrafos e gramofones... através das cantoras e cantores do rádio cearense e nacional... além dos ruídos das vitrolas, rádios, do folhear de livros , jornais, catálogos telefônicos que vão se espalhando pelo ambiente ao serem tocados e ao passar suas páginas uma a uma de forma lenta e prazerosa .


 


O PALADAR - o paladar fica por conta de sua imaginação, fica o gostinho de quero mais... a vontade de sempre voltar a visitar o arquivo Nirez e ter uma conversa agradável com esse baluarte da história cearense e ter momentos memoráveis e impagáveis ... porque estar na companhia de Nirez, não tem preço!

 




IMPORTANTE!

Para você que acha que está velho demais para aprender a utilizar as mídias digitais da atualidade, aprenda mais essa com Nirez... veja que ele mesmo abastece suas redes sociais com informações todos os dias e está íntimo do uso de computadores e programas de edição de imagens e textos ... 





 

Dia 20 de agosto de 2022 tive a honra de conhecer e conversar com Miguel Ângelo de Azevedo , o NIREZ, e espero que esse encontro se repita ... em minha memória ficará guardado para sempre!!

 

Vida longa ao NIREZ!!! 

Nirez: o maior “cearensólogo” da História do Ceará




PARA SABER MAIS SOBRE NIREZ

domingo, 9 de janeiro de 2022

DIA DO FICO: A QUEM INTERESSOU ESSA DATA?

 




  • Em 9 de janeiro de 1822, ocorria o célebre o “Dia do Fico”, uma reação do então Príncipe Regente Dom Pedro de desobediência às determinações das Cortes portuguesas.

  • O episódio se enquadra no processo da Revolução Liberal do Porto, em 1820, em Portugal. A Revolução de 1820, de caráter liberal, nacionalista e constitucional, buscava reestruturar o império português recolocando Portugal como centro político e administrativo – situação que fora alterada desde o estabelecimento da Família Real no Brasil, em 1808, e a elevação do Brasil a Reino Unido em 1815.

  • Atendendo a esse propósito, D. João VI retornou a Portugal em abril de 1821. Deixou seu filho, D. Pedro, com 22 anos, à frente do país como Príncipe Regente. Os decretos das Cortes portuguesas O rei jurou obedecer à Constituição que estava sendo elaborada (ficou pronta apenas em 1826).

  • Tornou-se, a partir de então, quase uma figura simbólica e cerimonial, enquanto o poder de fato passou a ser exercido pelas Cortes – uma assembleia bicameral formada pela câmara de deputados (eleitos por sufrágio) e pela câmara dos Pares do Reino (nomeados pelo monarca).

  • As Cortes detinham o poder legislativo e era o órgão máximo da estrutura política, detendo a supremacia sobre todos os demais órgãos. Em 29 de setembro de 1821, as Cortes determinaram a criação de juntas provisórias de governo em todas as províncias do Brasil. As juntas teriam autoridade e  jurisdição política, civil, econômica, administrativa e policial, ficando diretamente subordinadas a Lisboa.

  • Cada província passaria ter  o cargo de Governador das Armas sujeito ao governo do Reino (Portugal). Tais medidas tornavam inútil e dispendioso o governo do Príncipe Regente no Rio de Janeiro e daí a ordem de regresso imediato de D. Pedro para Portugal.

  • Os decretos das Cortes chegaram ao Rio de Janeiro em 9 de dezembro. Dois dias depois, foram publicadas na Gazeta do Rio de Janeiro, provocando um clamor geral. No Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo surgiram diversas representações solicitando a permanência de  D. Pedro no Brasil.



  • Um manifesto foi, então, elaborado, em nome do povo do Rio de Janeiro, expondo os motivos para sustar a execução do decreto das Cortes. Argumentava que o regresso do Príncipe causaria danos ao país com perda de sua segurança e prosperidade e a possibilidade de ocorrer sua “emancipação” o que era indesejável para Portugal.




  •  O manifesto tinha 8 mil assinaturas, um número expressivo numa cidade com cerca de 100 mil habitantes, a grande maioria analfabetos.


O “Dia do Fico” 


Cena da novela global Novo Mundo


  • Ao meio dia do dia 9 de janeiro de 1822, o manifesto foi levado a D. Pedro em marcha conduzida pelo senador José Clemente Pereira e seguida por “homens bons” e muitos cidadãos comuns.


  • Apesar dessa pressão, D. Pedro ainda hesitou, como indica sua resposta imprecisa e dúbia, dada através de um edital lido e fixado nos lugares públicos:


“Convencido de que a presença de minha pessoa no Brasil interessa ao bem de toda a nação portuguesa e conhecendo que a vontade de algumas províncias o requer, demorarei minha saída até que as Cortes e meu augusto pai e senhor deliberem a este respeito com perfeito conhecimento das circunstâncias que têm ocorrido.[Grifo nosso].”


  • No dia seguinte, entretanto, outro edital do Senado foi tornado público, datado de 9 de janeiro, em que as palavras de D. Pedro estavam alteradas:


“Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico.”


Significado do “Dia do Fico” 





  • A alteração das palavras de D. Pedro foi a frase que entrou para a História.


  • A resposta oficial, bem menos enfática ou heróica, esclarece detalhes importantes que o Dia do Fico mitificado encobriu: naquele momento, janeiro de de 1822, o príncipe regente não tinha qualquer intenção separatista.


  • Primeiro porque ele considerava o Brasil parte da “nação portuguesa”. Segundo, porque não pretendia romper com as Cortes, mas apenas retardar seu retorno a Portugal:  “demorarei minha saída”.


  • Era tão somente um jovem de 23 anos que estava sendo pressionado e tinha dúvidas sobre que opção tomar.


  • Criado nas tradições absolutistas, D. Pedro reagia contra as Cortes de Lisboa cuja soberania impunha-se como superiores à Coroa. Opunha-se às Cortes que, dizia, reduziram o rei D. João VI a mero servidor do Poder Legislativo.


  • Justificava a sua reação com o argumento de defender os direitos inerentes à Coroa portuguesa e, sobretudo os direitos do Brasil.


  • Assim, se por um lado, as atitudes do Príncipe pareciam rebeldes, por outro não deixavam de enaltecer os laços entre os membros do império português, e mantinha a concepção de uma união entre Brasil e Portugal.


  • Avesso às decisões de assembleias, como demonstrará em outras ocasiões, D. Pedro até pode ser considerado um liberal, jamais um democrata.


  • Portanto, é um equívoco interpretar o Dia do Fico como o primeiro passo da independência.


  • Até porque não se pode ver o passado com os olhos do futuro, isto é, analisar a história buscando confirmar ou achar evidências do que vai acontecer depois.


“As Cortes Portuguesas em 1822”, óleo de Oscar Pereira da Silva, 1922, Museu Paulista, SP.



 

Por que e a quem interessava a

 “ficada” D. Pedro no Brasil?

 


  • O Dia do Fico –“a minha ficada, como lhe chamava Dom Pedro numa das suas cartas” (LIMA, 2019, p.176) – deve ser entendido no contexto da elite liberal brasileira da época que viu seus interesses econômicos e sociais ameaçados.


  • De um lado, havia a decisão das Cortes em retomar o controle direto do Brasil (as províncias passariam a responder diretamente a Lisboa até que uma junta escolhida por Portugal fosse designada para governar o país). De outro, havia a possibilidade do país entrar em uma revolução emancipacionista como as que vinham ocorrendo na América do Sul, com guerras sangrentas e fragmentação territorial.


  • Para os comerciantes e donos de terras e escravizados, a permanência de D.Pedro era importante para manter a ordem e a unidade interna.


  • Preservar a monarquia, isto é, um centro de poder unindo o país era a opção para evitar a fragmentação do Brasil e, o maior dos medos, uma revolução social que cooptasse os escravizados a pegarem em armas.


  • O medo da Revolução Haitiana (1791-184) era muito presente entre a elite escravocrata brasileira.


  • Naquele momento, a grande preocupação da classe endinheirada era preservar seus privilégios e a ordem no país.


  • A ideia de independência viria depois, ao longo daquele ano, mas sempre em torno de D.Pedro.

 





Fonte: 

NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das. Dia do Fico. In VAINFAS, Ronaldo. 

Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. LIMA, Oliveira. O movimento da independência (1821-1822). Brasília: FUNAG, 2019 (edição fac-similar).

Ensinando História 

domingo, 27 de dezembro de 2020

O PROPOSITAL ATRASO ECONÔMICO DO BRASIL

 



Por Isabel Aguiar (historiadora / professora)

Por volta de 1820, pouco antes da Independência, o Brasil era mais rico do que a Austrália e quase tão rico quanto a Suécia. Passados três séculos, australianos e suecos lideram os rankings de desenvolvimento humano e vivem em sociedades que estão entre as mais avançadas do mundo.

 



Por que o Brasil ficou para trás? 




Por que não enriqueceu como os Estados Unidos, um país também de passado colonial escravocrata? 

Tais questões, há anos, ocupam o trabalho de historiadores. A ideia é a de que a economia brasileira especializou-se na produção de mercadorias básicas, por isso industrializou-se tardiamente.

 Porém, para muitos historiadores e economistas, a verdadeira causa da pobreza brasileira em relação a europeus e americanos foi o atraso no desenvolvimento do capital humano.

Um exemplo disso, foi na segunda metade do século XIX, enquanto a alfabetização se tornou obrigatória nos Estados Unidos, na Suécia e em muitos países europeus, o Brasil era um mar de analfabetos.  A educação era algo exclusivo da elite. Suécia e Estados Unidos tinham 80% da população alfabetizada em 1870 . A baixa escolaridade representou um obstáculo ao desenvolvimento. Os trabalhadores eram incapazes de realizar trabalhos mais elaborados.




O atraso econômico do Norte e Nordeste do Brasil em relação ao Sul e Sudeste também decorre do diferencial na educação e do atraso no desenvolvimento do capital humano de maneira geral.

É a luta de classes que gera um determinado equilíbrio e a partir desse equilíbrio as instituições são formadas.  A diferença na imigração, ou seja, no capital humano dos imigrantes, explica praticamente toda a diferença de renda que havia entre o Brasil e os Estados Unidos em 1900.

 


A elite brasileira foi muito esperta. Instituiu o ensino superior privado gratuito para os seus filhos, mas não investiu no ensino público básico. Para deixarmos de ser um país atrasado, precisamos desmontar esse tipo de privilégio.


Charge: A elite brasileira. Por Ribs


Devemos destacar o exemplo
  da China que é hoje (ano 2020)  a segunda maior economia do mundo, caminhando para, em menos de uma década, superar os EUA, tanto como economia, quanto em desenvolvimento científico e tecnológico, com todas as implicações daí decorrentes para a geopolítica e as estratégias de segurança e hegemonia que transitam da atual unipolaridade (herança da Guerra Fria) para uma multipolaridade cujos contornos ainda não podem ser definidos.

 


Esta China, potência econômica, política e militar global que não cessa de crescer, era, em 1949, um país paupérrimo, arruinado pelo colonialismo europeu, invadido e saqueado ao longo de séculos, e, naquela altura, às voltas com uma revolução social. Era um país de camponeses miseráveis, quando nós brasileiros já aspirávamos à industrialização e à urbanização.

 

POR QUE O BRASIL NÃO SE DESENVOLVE?




 

  • 1- O Brasil de hoje suspende os investimentos públicos de um modo geral.
  • 2- O Brasil hoje suspende investimento em infraestrutura de forma específica. 
  • 3- O Brasil reduz os gastos em educação e ciência e tecnologia, 
  • 4- O Brasil  renuncia a projetos estratégicos, como a cibernética e o programa espacial, fundamentais para o desenvolvimento e a segurança de qualquer país de nosso porte, ou que, como já almejamos, pretenda desempenhar um papel de sujeito no concerto internacional. 
  • 5- Nossa balança comercial retorna aos contornos do início do século passado (séc. XX), dependente da exportação de matérias-primas sem valor agregado, antes pau-brasil, ouro, prata e pedras preciosas das minas gerais, depois açúcar e depois café; agora soja e carne e minério de ferro.
  • 6- Nossa participação na economia global atinge o pior nível em 38 anos; a fatia do País em bens e serviços é de 2,5%, contra um pouco mais de 3% em 2011.

  • 7- No plano da educação, o projeto de nossas classes dominantes, das quais o bolsonarismo é expressão obscena, é destruir com a escola pública e o ensino gratuito, quando a educação, isto é, o acesso ao conhecimento, é o único instrumento que pode dar ao pobre chances de ascensão social e ao País condições de competitividade num mundo.
  • 8- O Brasil perde a competitividade no mundo que já vive a chamada 4ª Revolução Industrial (perdemos o tempo de todas as outras) assinalada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas.

 


 

Como lembrava Darcy Ribeiro, a tragédia da educação brasileira não se deve a erros de planejamento. Mas, sim, a seus acertos. Esse fracasso é o prêmio de um projeto bem sucedido de nossas perversas classes dominantes, para quem o desenvolvimento nacional ou a melhoria da qualidade de vida de nosso povo jamais foram uma questão central.


AGORA VAMOS VER UMA ENTREVISTA ESCLARECEDORA  SOBRE O ATRASO DO BRASIL COM O SOCIÓLOGO JESSÉ SOUZA , AUTOR DO LIVRO " A ELITE DO ATRASO".   VALE A PENA VER, OUVIR E REFLETIR .... 









sexta-feira, 23 de outubro de 2020

BRASIL DE 1956 A 1964 : SAI GETÚLIO, ENTRA JK E CHEGA A DITADURA MILITAR


 

 

FIM DA ERA VARGAS E INÍCIO DE UMA NOVA ERA ... OU NÃO ...

  • Após Vargas de suicidar quem assume a presidência do Brasil é seu vice, Café Filho.
  • Começa a corrida eleitoral
  • Candidatos:
  • Juscelino Kubitscheck ( PSD ) e o vice João Goulart ( ex- ministro do trabalho de Vargas – PTB) – chapa: JK e JANGO
  • Ademar de Barros (PSP)
  • Juarez Távora (UDN – antigo líder tenentista)
  • Plínio Salgado (ex-líder integralista)

 

JUSCELINO KUBITSCHECK VENCE A ELEIÇÃO DE 1955 ( 36% DOS VOTOS)




  • UDN e os militares não se conformam
  • Quando Vargas se suicidou, o vice, Café Filho, não assumiu porque pediu licença do mandato.
  • Assumiu a presidência Carlos Luz (presidente da Câmara dos Deputados)
  • Henrique Teixeira Lott , Ministro da Guerra, força a saída de Carlos Luz para evitar o GOLPE.
  • Nereu Ramos, líder do Senado, assume o poder e isso permitiu a posse de JK.

 

COMO FOI O GOVERNO DE JK? (1956-1961)

  • JK prometeu acelerar o crescimento econômico do Brasil
  • Conciliava LIBERALISMO e NACIONALISMO
  • JK já havia sido prefeito de BH e governador de MG
  • A sua promessa era : DESENVOLVER O BRASIL “50 ANOS EM 5”
  • Apresentou o PLANO DE METAS

 

JK E A ECONOMIA

  • Nacional-desenvolvimentismo
  • Usou capital -  nacional e estrangeiro, estatal e privado -  nos seguintes setores da economia:
  • Energia
  • Transporte
  • Alimentação
  • Indústria de base
  • Educação

 

A META PRINCIPAL?

BRASÍLIA – A NOVA CAPITAL DO BRASIL

 



O PLANO DE METAS DEU CERTO?

  • Sim.  Foram os “ANOS DOURADOS”
  • Surge a TELEVISÃO
  • A indústria automobilística cresceu
  • Aumentou a pavimentação de estradas
  • A indústria cresceu 80%
  • O PIB ficou em torno de 8,1%
  • Surgem mais empregos nas grandes cidades
  • Aumenta o consumo de produtos industrializados nas grandes cidades

 

O LADO NEGATIVO DOS “ANOS DOURADOS”




  • O Brasil fica endividado
  • O dinheiro vinha do exterior
  • Aumentou a dívida externa
  • Concentração de capital nas contas bancárias dos ricos e classe média
  • Os mais pobres foram excluídos
  • Baixos salários
  • Alta inflação
  • O ambiente rural ainda era dominado pelos donos de terras
  • Surgem as Ligas Camponesas – Reforma Agrária

 

A NOVA CAPITAL



  • A primeira menção ao nome de Brasília para a futura cidade apareceu em um folheto anônimo publicado em 1822, e desde então sucessivos projetos apareceram propondo a interiorização.
  • A primeira Constituição da República, de 1891, fixou legalmente a região onde deveria ser instalada a futura capital.
  • Mas foi somente em 1956, com a eleição de Juscelino Kubitschek, que teve início a efetiva construção da cidade, inaugurada ainda incompleta em 21 de abril de 1960.  
  • O plano urbanístico foi de Lúcio Costa e uma orientação arquitetural de Oscar Niemeyer.
  • Os edifícios mais complexos, como os palácios e a catedral, seguiram os projetos estruturais elaborados pelo engenheiro Joaquim Cardozo.

 

A ESTABILIDADE POLÍTICA

  • JK manteve a “ordem democrática”
  • Graças a aliança entre PSD e o PTB
  • JK possuía aliados no Congresso Nacional
  • O vice, João Goulart, era apoiado pelos trabalhadores
  • Mas isso não impedia greves e manifestações operárias
  • Oposição: Carlos Lacerda (UDN), acusou JK de corrupção para construir Brasília

 

AS EMPREITEIRAS



  • Pode-se dizer, que o LAVA JATO começou na Era JK  (1955-1960)
  • E teve sua “LUA DE MEL” na DITADURA MILITAR (1964-1985)
  • As empreiteiras de vários estados, se uniram e se organizaram politicamente
  • Na época do governo militar, as empreiteiras ganharam inúmeros contratos milionários

 

A SOCIEDADE E A CULTURA NOS ANOS 1950

 



A SUCESSÃO DE JK


  • Candidatos:
  • General Lott – PSD
  • Jânio Quadros - Movimento Popular Jânio Quadros (MPJQ) / vice: João Goulart
  • A dupla “ JAN-JAN” venceu

 

COMO ESTAVA O MUNDO ANTES DE JÂNIO QUADROS ASSUMIR O PODER?



  • 1955- CONFERÊNCIA DE BANDUNG, na Indonésia.
  • Nessa conferência, os países independentes do imperialismo e em época de Guerra Fria, resolveram não se alinhar nem aos EUA e nem a URSS
  • Com isso surge o conceito de TERCEIRO MUNDO
  • 1959- REVOLUÇÃO CUBANA – Fidel e Che Guevara toma  o poder / alinhados a URSS

 




A POLÍTICA DE JÂNIO QUADROS



  • Foi o primeiro presidente a tomar posso em Brasília
  • Era carismático
  • A UDN sonhava chegar ao poder X JÂNIO QUADROS
  • JÂNIO QUADROS tentava apoiar esquerda e direita
  • Não conseguiu apoio de nenhum lado
  • Tomou algumas medidas consideradas moralistas:
  • Proibiu uso de biquíni
  • Corridas de cavalo durante a semana
  • Proibiu briga de galo
  • Proibiu uso de lança perfume

 

ECONOMIA NO GOVERNO JÂNIO QUADROS

  • Crise herdada de governos anteriores
  • Dívida externa
  • Inflação
  • Moeda desvalorizada
  • Congelamento de salários
  • Corte de gastos públicos ( saúde , educação)
  • Jânio Quadros se torna impopular

 

A POLÍTICA EXTERNA DE JÂNIO QUADROS


  • Jânio Quadros queria ser um político independente
  • Irritou a UDN
  • JÂNIO QUADROS assumiu a posição de não-alinhamento ( nem EUA e nem URSS)
  • Seguiu os princípios da Conferência de Bandung – Guerra Fria
  • JÂNIO QUADROS  reatou relações com a URSS e com a CHINA
  • João Goulart – vice – vai a China para reaproximação
  • JÂNIO QUADROS – condecora Che Guevara ( líder da Revolução Cubana) , com a ordem do Cruzeiro do Sul
  • EUA E UDN não gostaram
  • UDN apoiou a candidatura de JÂNIO QUADROS e exigia que ele ficasse do lado dos EUA
  • JÂNIO QUADROS perde apoio do Congresso e da UDN

 

 

A RENÚNCIA DE JÂNIO QUADROS 

( com apenas 7 meses de mandato)




  • JÂNIO QUADROS acreditava que sua renúncia reconquistaria apoio político
  • JÂNIO QUADROS acreditava que UDN e PSD  - conservadores  - não aceitaria a posse do vice ( João Goulart) que estava na China
  • Mas isso não aconteceu e JÂNIO QUADROS saiu da presidência

 



O GOVERNO DE JOÃO GOULART (PTB)– 1961/1964

  • Houve resistência a posse de JANGO
  • UDN e PSD  - não concordavam com a posse de JANGO
  • JANGO era visto como COMUNISTA
  • UDN e MILITARES tentam impedir a posse de JANGO
  • Foi feita a CAMPANHA DA LEGALIDADE – para impedir o Golpe de Estado
  • Leonel Brizola (RS) , principal articulador da CAMPANHA DA LEGALIDADE
  • Quem o apoiou? Setores do Exército, trabalhadores , UNE
  • JANGO assume o poder
  • Foi feita uma EMENDA CONSTITUCIONAL


JANGO TERIA QUE OBEDECER AO CONGRESSO



  • JANGO governou com poderes limitados até 1963
  •  FIM DO PARLAMENTARISMO E RETORNO DO PRESIDENCIALISMO
  • Um plebiscito decide pelo PRESIDENCIALISMO
  • OPOSIÇÃO A JANGO: conservadores, militares, classe média urbana e EUA
  • O Brasil se polarizou: ESQUERDA X DIREITA
  • JANGO fez reformas de base:
  • distribuição de renda,
  • reforma urbana,
  • reforma agrária,
  • reforma político-eleitoral (voto aos analfabetos)
  • reforma bancária, tributária, administrativa, militar ...
  • JANGO foi acusado de COMUNISTA
  • JANGO visava a independência financeira do Brasil (nacionalizar empresas, lucros)
  • EUA não gostaram e temiam que o Brasil seguisse o caminho de CUBA

 

O PLANO TRIENAL

  • Combate a inflação
  • Reformas de base
  • Isso gerou polarização política, crise econômica

 

 

O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964



  • JOÃO GOULART busca apoio dos trabalhadores
  • Faz um comício na Central do Brasil no RJ, em março de 1964
  • 150 mil pessoas presentes
  • Leonel Brizola propõe que Jango abandone a “política de conciliação” e que instale a Assembleia Constituinte para criar um Congresso Popular
  • JANGO enfatizou a necessidade de reformas, mas não promoveu mudanças na Constituição de 1946, para que isso acontecesse
  • A Direita reagiu, acusando JANGO de  COMUNISTA

 

A MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS 

PELA LIBERDADE


  • 300 mil pessoas de diversos setores da sociedade compareceram ao movimento
  • Os conservadores se sentiram apoiados pelo povo
  • JANGO é deposto
  • Na madrugada de 31/03/1964, o governador de MG (Magalhães Pinto) envia tanques do Exército para o RJ
  • JANGO estava no RJ  e vai para Brasília e depois para o RS
  • O BRASIL ESTAVA SEM PRESIDENTE
  • Assume : o presidente da Câmara dos Deputados ( Ranieri Mazzilli)
  • A população apoia o golpe
  • Os EUA organizaram a “OPERAÇÃO BROTHER SAM”  caso JANGO revidasse


 

TINHA INÍCIO A DITADURA CIVIL-MILITAR – (1964/1985)